9 hábitos para prevenir a morte súbita

5 de dezembro de 2014

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Embora as explicações sobre os motivos que levam a essa fatalidade, que é certamente um dos maiores temores dos pais, ainda não sejam claras ou definitivas, o melhor mesmo é fazer o que estiver ao alcance para evitar. Confira, abaixo, algumas dicas para diminuir o risco na sua casa:

1. Coloque o bebê para dormir sempre em decúbito dorsal, ou seja, de barriga para cima

2. Escolha um colchão firme, nem mole, nem duro demais

3. Evite colocar bichos pelúcia, travesseiros, cobertores e protetores no berço

4. Faça o pré-natal correto, já que o acompanhamento ainda na gravidez está relacionada a um menor risco de morte súbita

5. Diga não ao tabagismo e e evite contato com cigarro durante a gravidez e após o nascimento do bebê. Ainda que a gestante não fume, quanto mais longe da fumaça ou de pessoas que tenham esse hábito, melhor

6. Não beba nem use medicação por conta própria durante a gravidez

7. Amamente. Ao sugar, a criança desenvolve melhor o sistema respiratório, já que é obrigada a respirar pelo nariz

8. Não exagere no cobertor. Uma “camada” de roupa a mais do que a sua é suficiente, de acordo com a AAP. Evite cobrir a cabeça e as mãos do bebê, pois as extremidades são o canal utilizado pelo corpo para regular a temperatura

9. Espalhe as informações e faça com que todos as pessoas que participam dos cuidados com o bebê saibam das recomendações. Babás, avós, tias, cuidadoras do berçário…

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Bebes/Saude/noticia/2014/12/55-dos-bebes-ainda-dormem-em-situacoes-que-favorecem-morte-subita.html

Relato da Sara – Nascimento Laura – Parto Natural 15/10/14

1 de dezembro de 2014

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Meu nome é Sara Fernandes de França, tenho 28 anos, sou casada a 2 anos com Carlos.

Eu e meu marido começamos a planejar a gravidez e desde então nossa vida deu uma reviravolta. Já havia feito todos os exames e estava tudo certo. Mas devido a demora para engravidar meu marido que não é nada ansioso hehehe pediu para Cris Falcão (ginecologista) uma requisição para fazer espermograma.  Quando saiu o resultado caímos pra traz, foi o pior dia das nossas vidas. Meu marido não tinha nenhum espermatozóide (nem vivo nem morto). Mandamos o resultado pra Dra Cris e ela retornou dizendo: Olha se vocês querem realmente engravidar procurem um urologista.

No dia seguinte fomos ao médico e a partir daí meu marido começou um tratamento com remédios que duraria 3 meses, se eu não engravidasse durante esse período não engravidaria mais. Pra ser bem sincera não tínhamos muita esperança, afinal parecia muito pouco tempo para um milagre tão grande.

Mas para nossa surpresa no dia 23/01/2014 descobrimos que o milagre aconteceu: sim eu estava grávida. No ultimo mês do tratamento consegui engravidar. Uma felicidade imensa voltava a reinar na nossa casa.

Desde então sempre quis parto normal e minha amiga Adriana Baron me apresentou o trabalho da Cris. Fiquei encantada, li praticamente todos os relatos em seu blog e realmente vi que ela era um anjo e que precisava dela comigo no dia do meu parto.

Minha gravidez foi bem tranqüila até que com 36 semanas tive um sangramento muito forte e corremos pra maternidade, para minha sorte a Cris estava lá acompanhando um parto e me deu a maior ajuda. Entramos no consultório do medico de plantão e para minha surpresa minha pressão estava 18/12, fiquei desesperada e comecei a passar mal ali mesmo. Uma dor de estomago, um mal estar, tudo devido a pressão alta. Sei que com essa minha pressão muitos outros médicos iriam me levar pra sala de cirurgia e fazer a cesárea naquele momento. Mas graças a Deus escolhi a ginecologista certa que me deixou uma semana internada tomando remédio para controlar a pressão.

Fui pra casa com a condição de monitorar minha pressão e tomar remédio para estabiliza-la. Até que com 38 semanas e 3 dias estava em casa e comecei a sentir as temidas contrações. Meu marido tinha acabado de chegar em casa e resolvi por orientação da Cris tomar um banho para relaxar. Mas muito pelo contrario, assim que entrei as contrações começaram de 5 em 5. Sai do banho e meu marido já havia colocado todas as coisas no carro hehehehe (nada ansioso).

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Como tinha um quadro de pressão alta a Cris Falcão pediu pra eu ir para a maternidade. Pegamos a Cris e fomos, isso era 20h30min. Chegando lá fui atendida pelo Dr. Diego (um amor de pessoa), estava com 3 cm e minha pressão estava muito alta devido as dores das contrações. E lá no consultório ele disse que essa madrugada minha Laurinha ia nascer. Me deu um frio na barriga junto com uma felicidade imensa de pensar que naquele noite iria ver o rostinho da nossa filha tão esperada.

Dali fomos caminhar (eu, Cris e meu marido Carlos). Ficamos no pátio da maternidade, comemos X, tomamos coca e as contrações agora de 3 em 3.

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A meia noite outro exame de toque: 5 cm :D coisa linda. Dra Cris já estava a caminho, marido dando entrada na internação e lá fomos para a tão sonhada sala de parto. Chegando lá fui para a banheira (que coisa boa – relaxante), dali para o chuveiro, bola, caminhada pela clínica, Cris fazendo massagem, marido me dando a maior força…Lá fiquei até 4:37 quando minha pequena veio ao mundo com 47 cm e 2.552. Na penúltima contração minha bolsa estourou, quase nasceu empelicada.

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Meu marido me perguntou se eu passaria por tudo novamente. Com certeza!! Sinto saudades desse dia.

Não tenho palavras para agradecer todo dedicação, carinho e atenção que a Cris teve conosco. Nunca esqueceremos de você. Seu trabalho é lindo.

Dra Cris que me acompanhou desde o começo com muito carinho e simpatia. Obrigada pela paciência por ter esperado que a Laura nascesse de parto normal.

Cris Doula e Dra. Chris Falcão

Cris Doula e Dra. Chris Falcão foto batida pelo pai dentro da banheira

Obrigada ao meu marido, amigo, parceiro Carlos pela paciência, carinho e por estar sempre ao meu lado. Te amo muito.

 

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Relato de Parto Bárbara – Nascimento Rafael15/09/2014

22 de novembro de 2014

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Como muitas mulheres iniciei a gestação pensando em fazer uma cesárea, para mim era lógico, todas as mulheres da família desde a geração da minha mãe tinham feito e parecia ser o “normal”. Mas já nos primeiros meses entrei em contato com duas pessoas que tiveram parto normal e me passaram a sua experiência, a minha instrutora de pilates que teve no HU e achou ótimo, e uma amiga do meu marido que teve no ilha um parto humanizado com o Dr. Marcos Leite, que mais tarde escolhi para ser o meu médico também. E fiquei intrigada com as conversas, mas o que mais me marcou foi escutar destas mulheres o que elas sentiram depois de parir o seu filho, elas me contaram que era uma sensação de poder, que sentiam como se pudessem fazer qualquer coisa, que eram realmente poderosas!!! Isso foi o que me levou a procurar informação sobre o parto natural.

E pesquisei e li muito, comecei pela internet, depois livros, depois fiquei sabendo sobre as doulas, entrei em contato com a Cris, e finalmente lá pelo 5 mês decidi, vou parir o meu filho! Aí comecei e me preparar realmente, e a minha família, principalmente o marido e minha mãe que apesar de ter feito 3 cesáreas me apoiou incondicionalmente. Fiz curso de preparação para o parto, exercícios de pilates, exercícios para o alongamento do períneo (comprei o tal do epino), fiz 4 sessões de hipnose-terapia para me ajudar a como lidar com a dor do parto, além de muitas leituras. Ah, também troquei de obstetra, a minha que me acompanha há muitos anos até fazia parto normal, porém, pelo que conversei com ela, era bastante intervencionista, fazia de tudo para acelerar o processo, e então no 7 mês mudei para o Dr. Marcos Leite e amei.

Nisso, fizemos uma ultrassom e o meu menino encontrava-se na posição pélvica, sentadinho. Aí acompanhamos até 37 semanas, enquanto isso eu fazendo tudo quanto é exercício em casa para ajudá-lo a virar e também aquelas crenças populares, e paralelamente eu lia e assistia vídeos de partos pélvicos e tentava convencer o meu marido e a minha mãe de que não tinha problema nenhum, se ele quisesse ficar sentado, então assim seria, estava decidida a ter o parto normal de qualquer jeito, apesar de saber que pélvico seria mais complicado. Com 37 semanas o meu menininho não virou, então decidimos tentar e versão externa, e obtivemos sucesso, rapidamente o Dr. Pablo conseguiu virá-lo com um mínimo de desconforto para mim. Fiquei super feliz, agora estava tudo certo, não tinha mais dúvidas de que conseguiria o meu parto natural.

Quando cheguei em casa fui logo para a bola fazer exercícios para ajudá-lo a encaixar por orientação da Cris e no dia seguinte acordei super desconfortável, realmente me sentindo grávida, coisa que até então não tinha sentindo, eu trabalhava, fazia pilates, caminhadas, dirigia, tudo normalmente, não senti nada a gravidez inteira além de azia, e naquele dia tudo mudou, não conseguia andar direito, a perna travava o tempo todo, sentia uma pressão no púbis, e mesmo ficar sentada ou deitada me incomodava. Então tivemos uma consulta com a Cris naquele dia e com o Dr. Marcos que confirmou que o bebê estava na posição correta e encaixado, pronto para nascer. A partir deste dia comecei a rezar e pedir pra ele nascer logo, pois não iria aguentar mais 3 semanas daquele jeito, e também parei de trabalhar na sexta-feira, iria entrar em licença maternidade com 38 semanas. Fiz uma última ultrassom naquela semana que indicava um peso de 3.800kg que era ótimo, ele já estava bem grande.

No domingo a noite fui dormir super tarde, imaginando que a segunda seria o meu primeiro dia de licença, no entanto naquela madrugada as 4:30hs da manhã acordei com a cama molhada e depois constatei que a bolsa tinha rompido. Eu não estava sentindo nada, apenas nos últimos dias as contrações de teste tinham se intensificado e naquela noite senti muitas antes de dormir. Então acordei o meu marido e disse que era o dia, o nosso menino tinha se apressado um pouquinho. Avisei a Cris e liguei para o Dr. Marcos pois eu tinha streptococus positivo. Marcamos de encontrar com ele no ilha as 7:00hs da manhã para iniciar o antibiótico. Eu estava muito tranquila, terminei de arrumar a mala, fui tomar café, tirei umas últimas fotos da barriga, me pesei, rezei, enfim, estava calma, muito satisfeita, o meu menino tinha se apressado, portanto também não deveria estar tão grande e estava na posição correta, e eu estava preparada.

Chegando na maternidade iniciei o antibiótico e indução com aquele comprimido vaginal, e depois saímos para caminhar, eu ainda não tinha dilatação e as contrações estavam espaçadas. Caminhamos por umas 3 horas, e nesse tempo as contrações começaram a ficar ritmadas, de 5 em 5 min e depois de 3 em 3 minutos, eu já tinha que parar de andar e me concentrar, a dor era suportável, eu só pensava, vou conseguir, está tudo dando certo. Mantivemos contato com a Cris e por volta do meio-dia voltamos para o quarto, e ela nos encontrou, nesta hora as contrações já estavam mais fortes e chegando lá é que percebi que a bolsa estourou, fez aquele “ploc” e foi muita água que saiu! Ainda consegui almoçar e depois disso as contrações pegaram, cada vez mais fortes, eu já não conseguia falar e não me lembro muito dessa parte, lembro que tentei posições variadas, e chuveiro, e a massagem da Cris e do meu marido ajudaram bastante. Eu já berrava nesse momento e cochilava entre as contrações, até sonhava!

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Depois acredito que por volta das 16hs da tarde fomos para a sala de parto e fui para a banheira, não acho que me aliviou muito para falar a verdade, mas fiquei um bom tempo. Lá pelas 18hs da tarde, lembro de perguntar que horas eram e pedir para fazer mais um exame de toque, eu já estava com muita dor, quase não aguentava mais e considerei a analgesia. Eu estava com 4cm de dilatação e falei para o Dr. Marcos, mas só isso, acho que vou precisar de analgesia. Ele e a Cris me convenceram a esperar mais um pouco pois depois disso costuma ir um pouco mais rápido o processo e sempre me apoiavam dizendo que eu estava indo muito bem. Pedi para medirmos de novo em 1 hora para ver a evolução. Nessa uma hora eu acho que delirei, meu aprendizado da hipnose já não adiantava muito, eu tentava visualizar o expulsivo, meu corpo se abrindo e o meu bebê nos meus braços mas a dor já era muito forte. Eu ficava incomodada porque acho que gritava muito alto, e isso me desconcentrava um pouco.

Depois de 1 hora fizemos outro exame de toque e estava com 6 cm se não me engano, mas mesmo assim pedi a analgesia, já não aguentava mais. Lembro de ir para a sala de cirurgia fazer a analgesia pela escada pois a Cris foi me puxando, e eu gritando nos corredores. E lá de conversar com os médicos perguntando se eu era a mais escandalosa do dia! Depois da analgesia a dor realmente ficou bem suportável, mas eu continuava sentindo as contrações. O problema é não sentir as pernas, tive que voltar de cadeira de rodas. De volta na sala de parto estava melhor, mais relaxada e as horas seguintes passaram muito fácil. Conforme o tempo ia passando fui voltando a sentir as pernas e a conseguir mexê-las e a dor começou a ficar mais forte também. Aí fizemos mais alguns exercícios com a bola mas não pude mais voltar para a banheira. Isso é uma coisa que não sabia, que depois da analgesia não poderia voltar para a banheira, por causa do catéter nas minhas costas, aquilo é um pouco incômodo. Acho que por volta das 20 hs o Dr. Marcos fez mais um exame de toque e eu estava com dilatação total. As contrações tinham dado um tempo e eu esperava ansiosa o expulsivo.

Nessa hora até recebi a minha mãe na sala de parto e disse para ela ficar tranquila e ir para casa pois poderia demorar ainda. Logo depois comecei a sentir dor de novo e vontade de fazer força, então apagamos as luzes e comecei a procurar uma posição que ficasse mais confortável, de cócoras na cama foi como ficou melhor, utilizamos aquela barra para apoio na cama. Comecei a sentir muita dor na lombar e fazia muita força com o auxílio do Dr. Marcos. Ele, a Cris e meu marido me incentivavam o tempo todo, lembro deles falarem que estava quase mas eu sabia que ainda ia demorar, era só para me manter animada. Eu estava bastante cansada já, mas lembro de fazer toda a força que podia com a respiração trancada como tinha treinado nos meus exercícios com o epino. O Dr. Marcos me incentivou a trocar de posição mas depois de duas horas aproximadamente o bebê não desceu quase nada e o coraçãozinho dele começou a bater diferente. Na minha cabeça ele ia sair, eu iria conseguir parir o meu filho, só iria demorar um pouco mais, mas de repente o Dr. Marcos disse que estava um pouco difícil e falou que iria tentar me ajudar com o vácuo, porém ele não conseguiu colocar, iria acabar me machucando.

Depois disso ele disse que não daria mais, que teríamos que ir para a cesárea. Foi um balde de água fria, para mim tudo estava indo bem, mas ele disse que o bebê estava entrando em sofrimento e não estava perto de nascer, que seria melhor a cesárea. Fiquei muito triste, não acreditava que tinha chegado tão perto e não iria conseguir! Perguntei se não tinha jeito mesmo e ele disse que não, vamos para a cesárea. Nesta altura eu já estava com muita dor, mas piorou muito mais quando ele disse que iria para a cesárea, me colocaram na cadeira de rodas me cobriram e fomos para a sala de cirurgia. Foi terrível, além da dor, sair do ambiente da sala de parto, quente, escuro e aconchegante e ir para a sala de cirurgia, fria e clara, foi horrível, lembro de tremer de frio e gritar, pedindo logo a analgesia, já que era para fazer cesárea que me tirassem a dor logo.

A Cris e o Dr. Marcos se mantiveram calmos o tempo todo, e a Cris sempre do meu lado me apoiando e dizendo que eu tinha feito tudo que podia. Eu reclamei muito e chorei muito, foi muito frustrante chegar até onde cheguei e ir para a sala de cirurgia. Enquanto eu reclamava a cirurgia acontecia e de repente o Dr. Marcos falou para baixar o campo que iria nascer. Quando vi aquela carinha linda e ouvi aquele chorinho as minhas reclamações cessaram, só me preocupei se ele estava bem, pedi para o meu marido acompanhá-lo e não deixá-lo sozinho. E quando colocaram ele junto de mim, na minha face para beijá-lo senti aquele cheiro maravilhoso de bebê e vérnix, é um cheiro inconfundível, acho que não vou esquecer daquilo nunca. Depois levaram ele para fazer os procedimentos padrão, mas não sugaram nem colocaram colírio nele.

Pesou 4.120kg e 51cm. Depois a Cris colocou ele sobre mim e ali ele ficou um tempo. Após terminada a cirurgia na sala de recuperação ele também ficou o tempo todo comigo, lembro que falei o tempo todo, batemos altos papos, nem lembrei que não era bom ficar falando depois da cirurgia por causa dos gases. A minha recuperação foi difícil, senti muita dor física e emocional também, acho que até os 40 dias eu chorava cada vez que alguém falava do parto, fiquei muito triste e decepcionada comigo mesmo, achei que tinha sido fraca e por isso não consegui o parto normal.

Demorei para me perdoar e assimilar que não consegui, mas hoje estou melhor, sei que dei o melhor de mim, fiz tudo que podia, mesmo que o meu melhor não tenha sido o suficiente para trazer o meu filho ao mundo por um parto normal. Mas dói cada vez que vejo a cicatriz no espelho. E doeu muito nos primeiros dias não conseguir trocar as fraldas do meu filho e nem dar banho nele, a sensação de impotência foi terrível, mas graças a Deus passou.

Naquele período dei tudo de mim para amamentar, e tive muitas dificuldades, pouco leite no começo, tive que complementar até 3 semanas, e tive mais dúvidas se conseguiria, mas com a ajuda do meu marido, da minha mãe e da Carol amiga materna consegui e hoje a minha maior alegria é ter o meu filho mamando muito no peito e ver o leite vazando pelo meio seio.

O que aprendi com tudo isso é que não podemos controlar tudo, por mais que nos preparemos para um parto normal uma cesárea sempre pode ser necessária e temos que estar abertas para aceitar, não é bom, mas quando necessário não há nada o que fazer a não ser aceitar. E quanto menor for o tempo de luto melhor, o parto é um rito de passagem, o mais importante é o que vem depois, criar, cuidar e amar o nosso filho!

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Sobre a Cris não tenho palavras para expressar a minha gratidão, desde o primeiro encontro foi empatia a primeira vista, o apoio dela antes, durante e depois do parto foi fundamental, sem ela tudo teria sido muito mais difícil!

Bárbara Puel

Relato da Lisiê – Nascimento Ian – Parto Natural 06/08/14

20 de novembro de 2014
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 RELATO DE PARTO

…Meu corpo não faz mais parte de mim, eu sou só minha cabeça e minhas idéias. A dor não faz parte de mim…

Esse foi o “mantra” que repeti, insistentemente, durante o trabalho de parto. De alguma forma, creio que me ajudou…

Sei que o momento mais esperado de todo relato de parto, é o parto. Então, sem rodeios: Pari de 37 semanas e 2 dias, na água, naturalmente. Entre 2cm de dilatação e o nascimento do meu filho foram 3 horas. Intensas. Mas até chegar os 2 cm foram muitos pródromos. Muuuitos mesmo!! E agora?! Como saber quando são pródromos e quando é o trabalho de parto?!

UMA BREVE HISTÓRIA ANTES DO PARTO

A gestação e o nascimento do nosso filho nos ensinou três coisas: que não devemos exagerar no planejamento, porque provavelmente algumas (muitas) coisas não sairão como esperado; que a familia é tudo, mas nem sempre concordarão e apoiarão as nossas escolhas; e que o parto foi um marco na nossa vida e depois dele não somos mais os mesmos, renascemos.

O assunto parto surgiu no comecinho da minha primeira gestação, junto com sentimentos de medo e angustia. E crescia a cada consulta com a obstetra que me acompanhava. Conheci o blog da Cris e toda essa paixão sobre o parto humanizado tomou conta de mim. Mas o medo sempre esteve ali presente.

Entrei em contato com a Cris, e fui pensando no assunto, inclusive em trocar de obstetra. Ela nunca queria falar sobre parto, porque era muito cedo (cedo pra quem?). Infelizmente eu perdi meu bebe com 8 semanas. Foi um sofrimento muito grande para nós, pois já era muito amado e esperado. Estávamos casados a 11 anos, e finalmente tínhamos decidido ter filhos, não nos passava pela cabeça perde-lo.

Nossa próxima gestação, por opção, ocorreu exatamente 1 ano depois. Neste meio tempo, enquanto terminava uma habilitação na faculdade, continuei a ler e estudar mais sobre o parto humanizado. E assim que descobri a gravidez fui logo falar com a Cris e contar que eu estava de volta e preparada (eu achava).

Ainda não tinha tido coragem de mudar de obstetra. Até hoje me pergunto porque demorei, já que toda consulta eu saía angustiada, cheia de duvidas e culpa por não ter coragem. Acho que sempre tive medo de mudança, e uma das coisas que também aprendi na gestação é que mudar é bom! É libertador!

A Cris me indicou uns obstetras e fui atrás. Mas nem cheguei a ir em todos, a primeira já fez meu coração acalmar, a Dra. Roxana.

A gestação correu tudo bem, apenas uma suspeita de descolamento de placenta (que tirou o meu sono ate completar 3 meses). Depois disso passei a gestação bem ativa, dirigindo, concluindo o último semestre da faculdade, com direito a estágio, tcc e tudo mais. Era um sonho se realizando. Abrindo um parênteses aqui, quando entrei na faculdade falei pro meu marido que meu sonho era me formar gravida, BEM barriguda. Minha formatura ficou marcada para quando eu estivesse de 38 semanas. Vibrei de emoção. Mas como a vida é uma caixinha de surpresas, o meu filho nasceu de 37 semanas e eu fui na formatura após 7 dias. Com meu filho nos braços do pai, e nós chorando de emoção. Um sonho maior que esse não existe e somente o parto normal permitiu isso.

OS PRÓDROMOS E O PARTO

As contrações de braxton-hicks começaram cedo, lá pelo 5° mês, isso me deixava um pouco insegura as vezes. Eram todos os dias, principalmente quando ficava mais ansiosa, e a noite. Com o tempo elas foram aumentando a frequencia, mas nada fora do normal. Não tinha dor, apenas ficava dura, mas as vezes até sentia algumas fisgadas e desconforto. Então, quando eu estava com medo, buscava ajuda com a Cris e me acalmava. A Dra. Rox também me tranquilizava dizendo que era o corpo preparando o parto.

E assim foi, barriga dura daqui, dali, vaaaarias vezes ao dia.

Uma semana antes da minha formatura, estava de 37 semanas, eu e meu marido marcamos um final de semana de passeios e distrações (hotel com agua termal, teatro, cinema, pizza..)… 3 dias depois, nosso filho nasceu!!!

Cinco dias antes do parto, eu ja senti mais a lombar (Fiz pilates desde o terceiro mes, até o final da gestação, e talvez isso fez com que eu não tivesse dor lombar. Que é comum no final da gestação). Sentia um peso maior, comecei a ficar mais inquieta, irritadiça, e comecei a caminhar, caminhei muitoooo, que delicia, andava igual uma pata, mas andava. Volta e meia vinha fisgadas, a barriga cada vez mais dura. Mas ainda pareciam os pródromos de antes. Era minha hora chegando e eu achava que ainda iria ficar assim 1 mês!

Dois dias antes do nascimento, nas contrações (barriga dura) começou a doer as costas. Mas uma coisa que eu lembro bem é que eu estava querendo me isolar, qualquer distração me perturbava. Meu marido foi muito parceiro nesse momento, pq ele deu o espaço que eu precisava, mas sem deixar de me auxiliar. Tudo bem, eu estava irritada ao ponto de até isso me irritar. Mas hoje o que marca mais é a ajuda dele, o carinho, ele sabia o quanto eu tinha me preparado pra isso.

Um dia antes do nascimento as contrações aumentaram, principalmente a noite, eu ja sentia bastante a coluna, acordava a noite com dor, mas aquilo tudo parecia tudo normal, nem imaginava que ele poderia estar dando os primeiro sinais. Mas depois de uma dor mais forte fui ao banheiro e saiu um pouco de tampão. Mandei foto pra Cris e confirmamos. Mas era pouco. Isso poderia ficar nisso e nascer bem depois. Eu desejava isso. Pois queria me formar barriguda ainda!!!! Queria que tudo parasse.

Graças a Deus, Ele sabe o que faz.

A HORA “P”

No dia do nascimento, acordei as 4h da manhã com cólicas mais fortes, a cada 4- 5minutos, mas eu estava crente que aquilo podia simplesmente parar e meu bebe nascer de 42 semanas. Fui tomar um banho quente longo. E dai começaram a doer mais. Quando me sequei do banho. Saiu um mega tampão. Nisso meu marido acordou (eu acordei ele heheh) e começou a me ajudar a contar as contrações (eu ainda achava que eram apenas prodromos, mas tava curiosa em saber o ritmo e contar pra cris). Já estava em contato com a Cris, que pra mim foi um porto seguro, as dores ate pareciam diminuir quando eu falava com ela. Ela me perguntou quanto era a dor numa escala de 1 ate 10. E como foi difícil escolher!!! Na hora doía, queria dizer 20 mas eu não queria dar um número alto porque sabia que aquilo podia aumentar muito, mas nem tão pouco, porque era uma dor considerável. Como uma cólica menstrual forte, com uma dor de barriga aguda. Fiquei no banho, na bola de pilates. Mas tudo ainda parecia estranho. É isso mesmo? Ta na hora? Vai parar né? (Eu com meus pensamentos)

De manhã fui na Dra. Rox e ela viu que eu estava com um pouquinho só de dilatação. Acho que era tão pouco que ela não quis nem dizer o quanto. E eu não quis perguntar, fiquei com medo, desanimada. Como aquilo podia já doer tanto e só isso de dilatação!!!!

Fomos eu e meu marido almoçar no shopping, demos umas voltas por lá (e eu com contração a cada 3-4 min. Mas as vezes espaçavam para 7-10 min). Nesse ponto eu já fazia cara feia na dor! E novamente, eu achava ainda que tudo ia parar e eu ia até 42 semanas (ta ficando chato isso; mas eu só me convenci que era a hora quando estava dentro da banheira berrando e com 8cm).

Voltando…. Quando cheguei em casa, perto das 15h as dores começaram a moer, a cada 3min. Interessante que não são 3 minutos exatos, isso depende de quando vc começa a contar e quando termina. Na hora me bateu muita duvida disso!!!

Falei com a Cris e ela nos aconselhou irmos pra maternidade (no Ilha) porque a fila do continente para ilha iria começar. Ajeitamos as ultimas coisas e passamos pra buscar a Cris.

Ahhhh a Cris. Quando vi ela com aquele uniforme lindo, veio um gelo na minha espinha. Então era a hora mesmo? Será? Será meeeeesmo? Foi a visão mais reconfortante, prazerosa, que eu saboreei de longe! Pena que quando ela entrou no carro veio uma contração e eu mal pude dar oi. (Oi Cris! Te amo! Kkkkkk) essa era minha vontade. Pronto falei.

Nesse momento eu ja espremia com toda minha força a alça do teto do carro quando vinha a contração, respirava fuuuuuundo e não queria papo com ninguém.

Chegamos na maternidade umas 17:30. Logo que sai do carro veio uma contração que me jogou de joelhos com o tronco pra frente. Eu não controlava, era a posição que aliviava, não sei explicar, o corpo simplesmente ia. E dai veio a mão SANTA da Cris. Como a massagem dela fazia aquilo tudo ficar mais suportável!!! Eu só pensava, “Cris não saia mais do meu lado, fica aqui grudadinha de mim”. Eu não falei, mas ela ficou. A cada contração eu ajoelhava e ela descia junto e massageava. Ahhhhh delícia!

Fomos atendidos e pra minha decepção o obstetra de plantão viu apenas 2 cm de dilatação. Ahhhh não acreditava. Como assim se já estava doendo muito. Eu era mesmo uma fracote pra dor?

Como neste dia tinhamos feito uma cardiotocografia, e que apenas melhorou após a refeição, já fiquei por la. E em pouco tempo já estava na sala de parto. Ahhhhh a sala de parto!! A banheira, a bola de pilates, o banquinho, tudo ali! Que sonho realizado!

Após esse breve momento de deslumbre, começou tudo de novo, ajoelha, sobe, ajoelha…. Checa batimentos, ajoelha…. Chuveiro, ajoelha, sai do chuveiro (não gostei), bola (nem pensar)… Meu negócio era ficar de joelhos mesmo.

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E em um momento senti uma mão tímida, era meu marido, sendo ensinado pela Cris, pra participar desse momento lindo que ele se orgulha de dizer, que fez massagem, e me ajudou a parir. Meu doulo! Que orgulho desse pai!
Mas havia momentos que eu desejava a mão experiente da Cris, e ela vinha sem eu pedir.  Mas com o tempo e revezamento, meu marido foi ficando “expert” e eu ja não sabia mais quem era quem.

Bom, e os berros vieram, o momento da loucura, a gente fica doida da dor mesmo minha gente!!! Mas depois que passa, é a sensação mais maravilhosa do mundo!

E então, a dor é aquela coisa, ninguém pode explicar, porque ela é subjetiva. Há porções emocionais envolvidas com os mecanismos da dor; único de cada ser humano, de cada animal, cada um com suas peculiaridades. O que posso dizer é que dói. Dói muito. Mas pra mim não foi como se tivessem me rachando no meio como ja li em relatos e que me apavorou, mas também não é apenas cólica forte. É uma dor diferente, porque a dor de parto é única! É uma dor de abertura, como que estivessem te apertando forte, que você fica quase sem ar. Mas estamos no estado emocional tão alterado que é tudo diferente.

Fui pra água e por lá fiquei. Reclamando da água quente, mas aliviava. A cada contração pensava na analgesia. Eu, farmacêutica, sei dos riscos, mas aquele momento só pensava nos benefícios. Peço? Não peço! E por aí foi até chegar no período de transição (o momento que enlouquecemos). Mas eu, recém estava com 4cm, como assim? Aquela dor toda! E ficar mais quantas horas assim! Analgesia agoraaaa (kkkkkk). Mas com toda paciência, a Cris e a Dra. Rox me incentivaram a continuar…. e adivinhem, 8 cm!!!!

Ahhh a loucura da dor ta explicada! Daqui não piora mais que isso. E não piorou mesmo. Ja era o limite. E não pedi mais analgesia. E nem pensava mais nela. Eu sabia que logo meu bebe estaria ali.

No expulsivo a contração fica diferente, ainda dói, mas é uma dor diferente. E foi tão rápido que a Dra. Rox pedia pra eu não fazer muita força, pra tentar respirar e soltar o berro. Tentei.. Mas… Logo nasceu.

NASCEUU!!! Meu bebê, meu bebê! Lembro de repetir diversas vezes. E quando dei por mim, meu marido estava junto na água, ele que contraía meu quadril a cada dor e me ajudava a fazer nascer nosso filho. Que emoção, quanto amor, quanta gratidão. Não haviam duvidas que ele era saudável, assim que pus minhas mãos nele eu já senti. Quentinho, cheiroso, resmungando, rosadinho. O cordão pulsava, a banheira ficava cada vez mais vermelha, mas eu queria ficar ali eternamente. Lembro de virar pra Cris que estava na beira da banheira e dizer “obrigada”. Eu queria dizer tanta coisa, mas com o olhar eu sei que ela entendeu.

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O PARTO SÓ ACABA DEPOIS QUE “NASCE” A PLACENTA, diz a Dra. Roxana

Pois bem. O cordão parou de pulsar, meu marido cortou, Ian estava pronto pra pediatra avaliar o segundo apgar (10) enquanto eu saía da banheira. Na cama a placenta “nasceu”. Outra sensação boa! Aaaaaahhhhh agora está completo! Ian logo veio, e mamou, tão forte e com taaaanta vontade!

De laceração foi bem pouco. Apesar de ter perdido bastante sangue, foram 3 pontinhos superficiais. Só da mucosa. E comi, e tomei banho, e fomos para o quarto. Cris cuidadosamente tampou as luzes, ficou mais um pouco, e nos despedimos.

Silenciosamente eu e meu marido ali, amando o momento, amando olhar nosso bebe, tentando registrar tudo, olhar cada detalhe para termos essa imagem gravada nas nossas lembranças para a vida toda!

Meu Eu antigo ficou por lá, desceu pelo ralo da banheira, foi junto com a placenta. Meu Eu novo está aqui, renovada, renascida

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Relato da Dani – Nascimento Cauã – Parto Natural 06/10/14

20 de novembro de 2014

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Meu nome é Daniela tenho 32 anos, casada com Leandro 35 anos. Nos conhecemos à mais ou menos 16 anos, tivemos um namoro na adolescência e ficamos sem contato por 10 anos, ambos em outro relacionamento.

Depois desses 10 anos, já separados nos reencontramos e a partir daí começamos a sair e nos divertir, já maduros foi tudo muito diferente e gostoso. O tempo foi passando e nem percebemos, quando nos demos por conta não vivíamos mais um sem o outro, todos os planos eram a dois. Então, em julho de 2010 resolvemos nos unir e planejar nossa vida, nesta época trabalhávamos e estudávamos… Era uma correria.

Fizemos viagens maravilhosas e conquistamos muitas coisas juntos, foi então que decidimos aumentar a família, e isso iria acontecer quando eu estivesse formada, pois queria muito terminar a faculdade… Um sonho de cada vez.

Em março de 2013 tomei a ultima cartela de anticoncepcional, no inicio ficava mega ansiosa… Mais quem não fica né? Até que não conseguia engravidar e isso me atormentava porque achava que tinha algum problema. Mais um certo dia parei e pensei: “Preciso relaxar, vou pensar em outras coisas e deixar acontecer”. Isso se passou 10 meses e então comecei a sentir cólicas fortíssimas, fiz vários exames e nada de errado, até que um médico me pediu o exame de gravidez, mais eu tinha certeza que não era até porque minha menstruação não estava atrasada. Era dia 28 de janeiro e minha menstruação era pra ter vindo dia 27, nem contei como atraso.

Fiz o tal exame e quando ele me chamou para mostrar que o resultado foi positivo ficamos sem reação, não imagina que seria. Porém naquele momento estava com uma mistura de sentimentos, felicidade e preocupação ao mesmo tempo por causa das dores. O médico pediu para investigar, pois poderia estar nas trompas e isso por causa das dores que sentia.

Fizemos vários exames até descobrir que estava tudo bem… Um alivio!

Aí começamos a fazer planos de como seria o parto, minha mãe teve seis filhos e todos de parto normal, os primeiros foram em casa e isso me fascinava. Sempre pensei que quando engravidasse queria fazer ter um parto na água mais não sabia de tinha esse recurso por aqui, foi então que começaram as pesquisas e buscas pelo local tão sonhado… Achei, ilha maternidade.

Mais e o médico? Ele faria esse parto?

Comecei a pesquisar sobre partos humanizados, naturais e através de uma amiga fiquei sabendo que Cris existia, para a minha realização. Minha amiga me passou o contato e fui atrás dela.

Meu esposo sempre aceitou meu desejo mais não entendia direito como funcionaria. Marcamos uma conversa com a Cris e ele saiu de lá outra pessoa, até conversa com as pessoas sobre o assunto. Depois de tirar as duvidas que tinha me apoiou ainda mais. Ficamos sonhando com o nosso momento, o momento de receber nosso Cauã nos braços.

Meu obstetra é a favor da cesárea, mais eu não aceitava e deixava claro minha opção e ele deixando acontecer para tentar na ultima hora me convencer. Quando completei 38 semanas ele me disse que deveríamos partir para a cesárea e eu firme dizendo que não queria. Quando chegou as 39 semanas ele marcou minha cesárea sem me comunicar, fiquei em choque porque não imaginava que ele faria isso sem a minha aceitação. Bom, chegou o dia e hora da cirurgia e eu não apareci.

Depois dessa decisão dele não fui mais ao consultório, fiquei indo aos médicos de plantão no Ilha até porque o Cauã e eu estávamos bem e não tinha porque não esperar o parto natural.

No dia 06 de outubro, uma segunda-feira estava com 40 semanas e três dias chegou o Cauã as 19h32min com 3,060 e 50cm no plantão que eu tanto queria e com as pessoas que escolhi, meu esposo e a Cris. Foi mágico, lindo, intenso e na água como eu tanto sonhei.

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Agradeço a Deus por ter colocado a Cris no nosso caminho e por ter nos apoiado em todos os momentos. Espero e tento contribuir para que muitas mulheres conheçam o parto natural e humanizado e se realizem assim como eu me realizei.

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Dani Espindula.

Mãe do Cauã.