Relato da Thais – Parto Natural Francisco – 16/11/2014

25 de janeiro de 2015

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Parto natural.

É quase impossível não virar um pouco ativista depois que vivemos a experiência de um parto natural. É por isso que compartilhamos nossas fotos, nossos vídeos e abrimos para quem quiser ver esse momento tão especial e íntimo das nossas vidas.

O tipo de parto não vai te fazer melhor mãe e nem mais mulher. Esse relato não tem como objetivo nenhum julgamento e é apenas para eu contar a minha experiência e talvez sirva para inspirar as futuras mamães da minha timeline Emoticon smile

Não sei ao certo dizer quando começou a surgir a vontade de ter um parto natural. Antes de engravidar eu não pensava muito sobre isso… o certo é que eu sempre tive muito medo de cirurgias ou qualquer intervenção médica. Por isso, depois que eu já estava decidida pelo parto normal e alguém me falava “nossa, que corajosa!!!!”, sempre pensava “coragem é de quem escolhe fazer uma cesária!”.

O parto normal é o parto via vaginal. Quando falamos em parto natural, além da via do parto ser a vagina, ele ocorre sem intervenções médicas como anestesia e indução. É a mãe e o bebê que fazem o parto… o médico fica ali assegurando que tudo está correndo bem para a mamãe e o para bebê, e a postos caso seja necessária uma intervenção.

O nosso parto foi natural. O Francisco nasceu na água, sem nenhuma intervenção médica. Na sala de parto estávamos acompanhados de nossa doula, a nossa querida Cristina Melo e do nosso médico que nos acompanhou durante o pré-natal. Escolhemos o ambiente hospitalar (nossa melhor escolha, já que o Francisco precisou ficar em observação nas suas primeiras horas de vida).

No dia 15 de novembro, quando completávamos 39 semanas + 3 dias, passeamos bastante e quando chegamos em casa no final da tarde eu percebi que estava sangrando um pouquinho. Depois de trocar algumas mensagens com o médico e com a doula, chegamos à conclusão de que a bolsa poderia ter rompido e a qualquer momento as contrações poderiam começar. No início da madrugada recebi uma mensagem do médico, perguntando como estávamos, mas ainda nada! Às 2h mensagem da doula, e ainda NADA!

“Acho que não é hoje”, pensei!

Não me lembro exatamente que horas começou, mas comecei a sentir um pouco de cólica e num curto intervalo de tempo eu já não conseguia mais contar as contrações! Chegamos à maternidade às 4h da manhã e às 8h45min nosso Francisco nasceu. As fotos retratam os últimos momentos do parto, o momento de transição e o expulsivo. Passei a maior parte do trabalho de parto no chuveiro, com a água quente caindo na barriga e no finalzinho fui para a banheira.

Conheci a partolândia.

Trabalho de parto é dor, é solidão, é força. É não ter pudor e deixar o nosso corpo fazer o trabalho dele. É gemer, cantar, rir e chorar. Tudo isso junto! É achar que não vai acabar nunca e depois de 1min ter os filho nos braços. É nunca se sentir tão frágil e forte ao mesmo tempo.

Se dói? Dói muito. Dói pra caramba! Mas sinceramente a dor não é a protagonista dessa história. Esse terror da dor foi plantado na nossa sociedade e está tirando a oportunidade das mulheres vivenciarem de forma mais plena o melhor momento de suas vidas. A dor faz parte mas é uma dor de VIDA! Você sabe porque está doendo. A cada contração você está mais perto de conhecer o amor da sua vida e por mais que a gente chegue a achar que não vai conseguir, em nenhum momento pensei em sofrimento. Dor é uma coisa e sofrimento é outra.

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Ouvi algumas vezes: “não sou bicho para ter filho assim”. Me desculpem mas somos bichos sim! E para mim, esse era o barato da história. A vida e minha condição de mulher estavam me dando uma oportunidade única! Parir naturalmente era um presente que eu não poderia negar! Sentir meu corpo se abrindo para a vida e pegar meu filho na água com as minhas próprias mãos, foi uma experiência maravilhosa e que me transformou. Quando lembro do sorriso e da serenidade do meu marido que ficou do meu lado durante todo o tempo, do carinho da nossa doula que cuidou tão bem de nós três (sim, a doula cuida da parturiente, do bebê e do marido) e da emoção que envolveu toda aquela manhã eu não penso na dor. Penso apenas que quando eu engravidar novamente vou esperar ansiosamente por esse momento.

Infelizmente no Brasil, quem deseja ter um parto natural e humanizado (parir no corredor do hospital é natural, porém não tem nada de humanizado) precisa mais do que desejar. Se eu posso dar um conselho, é importante ter uma doula. Ela vai te esclarecer e indicar o melhor caminho. Tenha certeza que o seu médico vai respeitar a sua vontade e não deixe para falar sobre o parto nas consultas finais.

Sou muito grata à nossa família que sempre nos apoiou nas nossas decisões, ao meu marido que engravidou e pariu junto comigo, não só me apoiando, mas participando ativamente de todos os momentos, à minha sogra, dona Eunice, que mesmo com toda sua bagagem e experiência como obstetra, nos abriu os caminhos para que ele fosse percorrido através das nossas próprias escolhas. E principalmente ao Francisco que encarou todas as contrações junto comigo e veio ao mundo para se tornar o melhor presente da minha vida.

Te amo, meu filho!
Vídeo do parto: https://www.youtube.com/watch?v=eTa1oGHx0ww

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Relato da Paula – Parto Natural Isadora – 22/12/14

23 de janeiro de 2015

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Quando soubemos que estávamos esperando a Isadora não sabíamos realmente quanta emoção iríamos viver no dia do seu nascimento. Muitas coisas se passaram pelas nossas cabeças desde então: A felicidade de ter nossa filha, de contribuirmos e sermos responsáveis por um novo ser… A vida mudou de uma hora para outra, um novo desafio, o melhor de todos, e o mais gratificante!

Queríamos que ela viesse da forma mais humana, menos agressiva e invasiva possível, e após conversarmos e nos informarmos decidimos pelo parto natural na agua. Para que esse momento fosse possível, nos preparamos. Eu como professor de educação física, treinador e pai, ajudei minha mulher com a parte física. Fizemos um trabalho focado no parto, fortalecendo principalmente os músculos do assoalho pélvico e lombar.

Todo o período da gestação foi muito gostoso, curtimos um monte aquela barriga, já imaginando como seria o rostinho da nossa filha, eu sempre conversando com ela, dizendo o quanto a amava e o quanto estava sendo esperada. Em 40 semanas tivemos apenas um pequeno imprevisto quando fizemos um ultrassom na semana 34 e nossa filha tinha resolvido sentar.  O médico disse que poucos faziam partos pélvicos, ele mesmo não aconselhava… Mas havia chances dela voltar a virar! Então conversamos com a doula, que aconselhou a buscar os exercícios e posições que ajudavam o bebe a virar. Às vezes chegava em casa do trabalho a noite e encontrava minha mulher de ponta cabeça!

E na semana 37 quando fizemos o novo ultrassom, para nossa alegria a Isadora estava com a cabecinha para baixo novamente. A Paula começou sentir as contrações de treinamento no sétimo mês, víamos a barriga ficar quadrada, e a principio achávamos que era nossa filha se mexendo…

No dia 21/12, domingo, as contrações vieram com frequência… À noite já estavam mais fortes e começamos a monitorar… A ideia era ficarmos em casa o máximo de tempo possível, só iriamos para maternidade quando as contrações estivessem em intervalos de 3 em 3 minutos por mais de uma hora, e assim foi, fomos a maternidade dia 22/12 no inicio da manhã. Chegamos pelas 7h, a Paula foi examinada, e uma surpresa, não tinha nada de dilatação. “Como assim? Toda essa dor e nada ainda?” ela falou, mas o medico a tranquilizou dizendo que seria uma questão de tempo para dilatar, pois a Isadora já estava bem encaixada e fazendo pressão para nascer.

A Paula falou com a Cris (doula), que aconselhou a caminhar, e disse que a Isadora ainda poderia demorar muito para chegar, para ir comunicando da evolução. Fomos para uma sala (ainda não a de parto com a banheira), e ficamos caminhando de um lado para outro, só nós 2. Nas contrações ela se apoiava em mim, queria chorar, chingava… Eu dizia para ter calma, que ela ia conseguir, e que nossa filha estava chegando. Quando foi umas 10h fomos encaminhados para sala de parto, chegando lá a Paula foi direto para o chuveiro, ela já não me queria mais por perto, queria ficar sozinha. Avisei a Cris, que chegou logo depois.

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Era meio dia, fui almoçar, a Paula ficou com a Cris, recebendo massagem, quando voltei, o médico estava lá, para ver a dilatação (era meio dia e meio mais ou menos), e novamente surpresa! Dilatação total! Que felicidade! Não esperávamos que fosse ser tão rápido! Fomos para a banheira, eu sentei, a Paula sentou na minha frente. Após algumas contrações e muita força, as 13h19minh nossa filha nasceu! Na agua, naturalmente, no seu tempo, com toda tranquilidade, sem necessidade de soro, anestesia, cortes, assim como queríamos! Foi direto para o colo da mãe, esperei o cordão terminar de pulsar e eu mesmo cortei.

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Ficamos ainda um tempo babando por ela antes que fosse para os cuidados da pediatra.

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Eu como surfista e um amante do mar, achei demais minha mulher querer ter um parto assim, na agua. A mulher tem o “Dom”, a dádiva de dar a luz. Essa é a coisa mais perfeita na vida. O que vivemos foi como se conectar com Deus e com tudo de maravilhoso que a vida pode proporcionar. Eu não sabia disso até então, só descobri no momento que a Isadora nasceu. Foi muito maior do que qualquer coisa, uma sensação única e inesquecível.

Se vc é uma pessoa fissurada em adrenalina como eu, em esportes radicais, ou se precisa usar alguma droga pra sentir algo mais forte, ver o nascimento de um filho é muito mais, te deixa em estado de êxtase, a emoção mais pura e forte.

Queremos agradecer o apoio do médico plantonista Dr. Cláudio Canabarro, pela confiança que nos transmitiu, pelo entusiasmo ao vivenciar esta experiência conosco. A doula Cristina Mello, pelo cuidado, e pelas informações disponibilizadas, por nos acompanhar durante este processo, a fotógrafa Camila Reis por sua discrição, e por registrar este momento, a nossa família, pelo carinho conosco e com a chegada da Isadora.

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Antes de finalizar queria dizer aos pais, por experiência própria, que participem do parto de seus filhos, incentivem suas mulheres a optar por um parto natural, ajude no que precisar, o resto é com elas e vocês vão perceber o elo criado como família depois de vivenciarem esse momento, com certeza vai fazer o amor e a união crescer ainda mais.

Ricardo

Relato da Juliana – Nascimento Gêmeos – Vinícius e Eduardo 17/07/2013

23 de janeiro de 2015
Antes de ir para maternidade

Antes de ir para maternidade

RELATO DE PARTO – EU NÃO PARI, EU NASCI.

E minha gravidez começa muito antes de eu sequer começar a pensar em engravidar.

Eu dizia que não queria ter filhos agora… mas no fundo eu já sabia que queria.

Sempre foi nosso desejo como casal ser pais e planejávamos isso mais a frente. Mas eu nunca quis um parto normal. Meu marido que queria e dizia que era o melhor pra mim e para o bebe. Respeitando a opinião dele, resolvi pesquisar sobre o assunto, pelo menos pra ir trabalhando a minha mente e não fechá-la para essa ideia.

Até que, nas buscas, achei o site da Cris e foi amor a primeira (vista) lida. Ler todos os relatos de partos e ansiar pelo próximo post com mais relatos já revelava que eu estava mudando de ideia.

E daí que eu, antes de engravidar, já pedia pra Cris pra entrar no grupo dela ksksksksks O grupo de apoio das doulandas da Cris.

Sonho meu né?! Sabia que não seria possível, mas não custava tentar ne minha gente?! Hahaha

Adicionei a cris no face e de vez em quando deixava alguma dúvida que eu tinha e ela me respondia. E não só ela, com a Carol fotografa foi a mesma coisa. Muito antes de engravidar já tinha entrado em contado com ela. E assim, criamos um vínculo muito gostoso! Não troco por nada! A mesma coisa com o dr Fernando quando finalmente descobri através de uma amiga que ele atendia próximo ao meu serviço e melhor ainda! Atendia pelo meu convênio! Lá vou eu metida marcar uma consulta! RSS

Foi até engraçado, que assim que entrei no consultório, o Dr Fernando diz “Então Juliana, no que posso lhe ajudar?”

E eu, na minha santa cara de pau, digo “eu só vim lhe conhecer”

Kkkkkkkkkkkkkkkkk

É gente, eu fiz isso hahaha

Mas expliquei que já queria trocar de GO e que pretendíamos engravidar. Eu sabia que minha GO era cesarista, que por mais que ela apoiasse o parto normal eu ia acabar na cesária pq ela colocaria algum impecílio. No fim da minha consuta com o Dr Fernando, ele me diz “então tá! até o pré natal!”

E aí que tudo certo pro meu tão sonhado parto! Já tinha médico, doula e fotógrafa e apoio do marido muito antes de estar grávida. Até o dia que tivemos nosso positivo!!! Até o dia que descobrimos a maior de todas as ansiedades, era uma gestação gemelar! Dessa descoberta, contamos aqui, aqui e aqui.

E aí que ninguém tirava mais essa ideia na minha mente de um parto humanizado, da presença de uma doula, mesmo sendo gêmeos, trigêmeos e quadrigêmeos haha. Se tinha gente que me chamava de louca e corajosa por estar grávida de dois (oi?) imagina se eu dissesse que queria parto normal, seria internada num hospício rsss. No início fui conversando com o marido, ele não via necessidade nenhuma de termos uma doula. Mas fui bem clara que se ele desejasse ter um parto normal, teria que ser assim. (Porque não era do buraquinho dele que ia sair ne?!) Não me imaginaria sozinha nesse momento. Por mais que ele estivesse do meu lado, ainda era diferente, eu sabia que era. Era novidade pra ele também. Sendo que a doula não, ela saberia, me entenderia, me ajudaria a ver e saber se estava perto ou não e que eu poderia chegar lá. Sem ela, tenho certeza que eu desistiria na primeira contração haha

Conversei com algumas pessoas sobre a presença da doula e TODAS me falavam “ai ju, não precisa gastar dinheiro com isso, meu parto foi super tranquilo e bla bla bla..” Ou seja, nunca mais conversei com ninguém sobre isso. Pedi ao marido que ficasse entre a gente, até porque, a opinião de outros não mudaria a minha. Só estava disposta a falar sobre o assunto com quem realmente quisesse saber e conhecer esse trabalho.

E daí começou nossa expectativa quanto ao parto. Todos nós. Digo, doula, médico, eu, marido, a fotógrafa Carol e as meninas do grupo de doulandas da Cris (que daí finalmente eu entrei no grupo ne! uhú!). Não que os outros não tivessem, mas nós éramos os mais ansiosos pelo parto gemelar humanizado. Era um sonho pra mim que, infelizmente, vi saindo pelo ralo. E isso foi o que mais mexeu comigo.

Eu sempre disse que não queria me sentir culpada por nada, principalmente por serem dois.

Não queria me sentir culpada se tivesse que dar complemento, chupeta, cesária, creche, o raio…mas..acontece que nem sempre é assim. Nem sempre por sabermos que “pode acontecer” “você já estava ciente disso” não nos faz não sentir as coisas, sempre digo isso.

Algumas semanas antes, comecei a ficar muito inchada. Minha pressão começou a se alterar. Eu não estava tão preocupada, visto que, sempre tive minha pressão baixa. Mas eu sabia que gestação é uma caixinha de surpresas. Tudo pode mudar do dia para a noite. E basicamente foi isso que aconteceu comigo. Dr Fernando pediu um exame de urina e foi confirmado a pré-eclampsia. Mesmo nos Ultrassons mostrarem que eu não teria.

Eu já imaginava que eu estava com a pré eclampsia antes mesmo de fazer o exame. E por isso, muito antes de fazê-lo comecei a fase, que hoje entendo como o Luto do não parto. Durou 4 dias ou um pouco mais. Dias que eu não conseguia pensar em outra coisa a não ser de uma situação que não estava nos planos, e pior que isso, que eu nada poderia fazer pra mudar. Algo que chamamos de ‘situação que foge do seu controle’ e isso pra alguém que ama planejar tudo, é frustrante.

Eu não sabia o que pensar, no que acreditar, em quem acreditar, no que fazer, será que realmente não há o que fazer? Busquei outras opiniões, tentei, mas não deu. Até a presença da doula nesse momento, passou a ser uma sombra pra mim. Mas eu entendo o lado dela de que ela teria que me alertar, me dizer que a pré eclampsia não era indicação de cesária, eu entendia isso. Queria que alguém me dissesse “Ju, não tem outro jeito” Mas por mais que me dissessem, eu não queria acreditar nisso. Doía muito.

Me permiti chorar, colocar tudo pra fora. Eu dormia chorando, passava o dia chorando. Não queria conversar com ninguém sobre o assunto. Nada mudaria. Saiu o resultado do meu exame e confirmou o que eu já sentia. Mando o resultado pra Cris e imediatamente ela liga pro Dr Fernando pedindo que ele olhasse meus exames e ficamos aguardando. Uma ansiedade sem fim. Cris acreditava que poderíamos induzir o parto. Afinal, não era indicação de cesária, ela me repetia várias vezes isso. Eu sempre tive medo da indução, confesso. Não é algo natural pra mim. Se tratando de um parto gemelar, corria um risco do útero já estar super estendido e aí mesmo complicar as coisas. Mas uma coisa eu sabia, risco eu já estava correndo. Mas mesmo assim, eu ainda me sentia sem saber o que fazer.

Quis opinião de outros médicos, passei um dia inteiro tentando outras consultas. A médica que eu super queria conversar, trocar uma ideia pessoalmente, estava de férias. A outra, só tinha vaga para a semana seguinte, mas não me restava mais tempo!! E fui me desanimando cada vez mais! Expliquei a situação pra secretária e ela prontamente anotou meu número e tentaria uma vaga no dia seguinte, mas para o final da tarde. Ok, já era algo! Liguei antes para ver se ela tinha visto algo, mas nada ainda. Daí que nessa mesma terça de noite, o Dr Fernando me liga todo carinhoso: “Ju querida..eu vi os seus exames agora” Pronto! Eu já sabia! No fundo eu já sabia e só de ouvir a voz dele me explicando os motivos do porque ele achava que seria mais viável uma cesária e interrompermos a gestação foi o suficiente só para continuar ouvindo e mal conseguir dizer “aham” pra tudo que ele me explicava, enquanto eu segurava meu choro. Ele não estava errado. Eu o entendia também. Eu aceitei também. Mas e tudo o que eu sonhei? E tudo o que eu planejei?? Tudo que queríamos era saber o dia que os meninos escolheriam para nascerem! Tudo que eu queria era poder entrar em trabalho de parto! Sim, eu queria sentir a dor que ninguém quer sentir! E nem isso eu poderia me permitir saber. Me doía muito…

E eu apenas trancando meu choro ao ouvir meu médico pelo telefone. Ele sentiu minha tristeza, sentiu meu sofrimento, minha dor e minhas lágrimas e eu já tentando esconder o choro até que ele concluiu a conversa dizendo “Não fique triste tá ju, amanhã vai ser um dia lindo! Você vai conhecer seus filhos!” E só de lembrar disso, meus olhos enchem de lágrimas. Porque por melhor que seja esse momento realmente, a tristeza ainda fica marcada. Acho que sempre vai ficar…

Marido entrou em êxtase! “Como assim? Amanhã?!!!” Andava de um lado pro outro sem saber o que fazer, por onde começar.

Nos preparamos tanto pro “de repente” “bolsa estoura” “contrações” “corre pra maternidade” e… tudo muda.

Se conseguíssemos nosso parto normal humanizado, não iríamos falar pra ninguém. Não sabíamos quanto tempo iríamos ficar em trabalho de parto e sabíamos que isso só geraria ansiedade aos que ali estivessem presentes. Tanto que quando dr Fernando confirmou o nascimento dos meninos para a manhã seguinte o marcos me olha e diz “e agora? O que a gente faz? Contamos pro pessoal?!”

Eu digo dando com os ombros, meio que tanto faz…e disse “…não vejo porque não, já está marcado mesmo….” né?!

Não teria motivos pra privar a família desse momento sendo que teria hora pra tudo. E assim fizemos. Ligamos pros familiares e eu passei o resto da noite chorando. Deu meia hora e minha casa estava cheia de gente. Meus familiares vieram, alguns amigos que considero da família também. O que sinceramente, foi ótimo. Enquanto eu tomava banho e terminava de fazer os últimos preparativos eu ouvia do banheiro todos extasiados, pois, FINALMENTE vão conhecer os meninos! Ninguém acreditava que seria no dia seguinte!

Ouvir e ver toda essa expectativa foi algo que foi me acalmando o coração. Tentei deixar mais a tristeza de lado e focar na alegria do momento, na alegria da família ao esperá-los. E tê-los ali,  meus familiares, naquele momento difícil pra mim, foi bom, afinal, distraí a mente. E parei de chorar, ao menos, enquanto estavam ali em casa.

Pedi a minha mãe que viesse fazer uma escova no meu cabelo e a Cris super me apoiou. Alguma vantagem tinha que ter em estar com horário marcado kkkk Só de raiva me aprontei, cuidei de mim, pra ao menos estar mais arrumadinha rs

Bom, minha preocupação mesmo era de ter uma depressão pós parto, por isso, me permiti chorar o que tinha que chorar, ainda que depois que todos foram embora. Marido deitou comigo no sofá, me consolava, dizendo que também acreditava ser o melhor. Ele também estava com medo e queria que nós três ficássemos bem, saudáveis e com ele.

Chorei até pegar no sono.

Acordamos as 5h30 da manhã e nos arrumamos. Eu tomando banho ainda conversava com os meninos que eles podiam nascer naquele momento rsss Pq se eu entrasse em trabalho de parto ao menos, seria perfeito! O marcos antes de sairmos ainda falou com eles também, mas….puxaram a teimosia pra mão só pode! Não queriam nascer hahaha E tanto que eu ouvia “não vai passar das 32 semanas ein!!! Gêmeos sempre nascem antes!!” tá aí, faltando um dia pra completarmos 38 semanas e eles no bem bom. RS

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A caminho da maternidade. (Olha meu inchaço!!)

As 6h30 saímos e fomos buscar a Cris em casa. Estava muito frio. Mas eu nem sentia tanto. Acordei me sentindo bem melhor. Tentei não tornar aquele dia em que eu iria “parir” duas vidas em algo triste, pois, independente da forma como que viessem, não era um momento para ser triste. Tanto esperei em gerar uma vida, estaria tendo o privilégio de conceber duas novas vidas, todos estavam felizes, embora não fosse da forma como queríamos, mas porque ficaria triste? Curti. Curti a expectativa. Curti estar ali. E logo chegaria minha vez. E logo eu conheceria meus filhos, meus tão amados e esperados e sonhados filhos.

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Ficamos um bom tempo na recepção. Conversamos, nos distraímos, eu, marido, Cris, Carol fotografa, minha mãe e o lip, que é meu irmão emprestado. Foi muito bom tê-lo ali.

Depois nos chamaram e deu aquela ansiedade. Dr Fernando foi até o quarto e explicou ao marcos os motivos que ele achava viável uma cesariana. Bom, já estávamos conformados.

Lembro que dissemos a ele que tudo bem, infelizmente eu não teria meu parto humanizado e que já tínhamos entendido e aceitado. Dr Fernando encosta em mim e disse “Não Ju, você não vai ter um parto normal humanizado, mas a sua cesária será humanizada”. Achei aquilo lindo! Explicou como seria, que pediria para o anestesista abaixar o campo cirúrgico (vulgo pano azul) e deixaria que o Marcos cortasse o cordão umbilical dos meninos. A Cris ainda perguntou se poderia tentar tirar os meninos empelicados (dentro da bolsa), e ele disse que sim, que poderíamos tentar! Seria inédito! Obviamente me senti muito melhor!

Só conversamos mais um pouquinho, dei as primeiras roupinhas pra enfermeira e nos dirigimos à sala de cirurgia.

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O Anestesista, super querido, assim como todo o pessoal da equipe, todos sorridentes e animados por se tratar de um parto gemelar.

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Quando troquei de roupa acho que perguntei umas 10 mil vezes quando o marcos entraria. Gente, dá um medo de começar e o marido não estar ali!!! Eles só deixam entrar depois de um certo tempo, quando tudo estivesse pronto, mas isso é angustiante, pra mim não deveria ser assim, emocionalmente falando. Queria que ele estivesse ali, principalmente no momento da anestesia. Mas fiquei feliz e tranquila por não estar sozinha e ter a Cris ali comigo. Na hora, me abracei nela, pra ficar parada e quando eles dizem “não se mexa” acho que meu Deus, você congela. O medo é grande de uma mosca te distrair. Esse foi o primeiro momento que a presença da Cris foi primordial pra mim! Se eu tivesse sozinha, eu na sei o que seria de mim. Pois a tristeza, mesmo que por alguns segundos, me invadiu. E ela me deu muita, muita segurança e o apoio que eu não tenho como explicar.

Mas ótimo também, foi o anestesista dizer que ia doer menos que a picada do braço. Realmente! Ufa! Mas quando ele ia aplicar, perguntei se ele ia avisar hahaha E naquele momento que ele diz “vou aplicar ta bom?!” não aguentei e comecei a chorar..

Chorei de tristeza por estar passando por aquilo e como eu queria meu marido ali, abraçado comigo. (mas você foi ótima Cris! xD) E meus olhos enchem de lágrimas novamente ao escrever isso. E quando me deitam, pergunto de novo quando o marcos vai entrar e a Cris me tranquiliza dizendo que ele já tava vindo.

Eu fiquei ali, esperando terminarem os preparativos. O marcos entra e a Cris sai do meu lado pra ele sentar ali, segurando a minha mão no lugar dela. E dava de ver um medo no olhar dele. Ele tava preocupado comigo. Ouço os preparativos pra cirurgia começar e me bate outro medo “Carol cadê tu?!?!” hahaha “to aqui Juuu!!” ata… hahaha Bom, estou completa e começo a olhar aquelas luzes e eu numa tremedeira sem fim. Disseram que era normal. Mas tudo bem, já sou acostumada a tremer, sou muito friorenta hehe

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Olhando pro alto, começo a imaginar o choro dos meninos e aí mesmo que me emociono. Me seguro pra não chorar da mesma forma incontrolável que eu me tremia. Foi uma mistura de sentimentos muito grande.

Dr Fernando entra e dá oi pra todo mundo. Todos muito alegres. Realmente é como dizem, é um falatório, eles conversam de tudo, de jogo, disso e daquilo, o que sinceramente? Não me incomodou nem um pouco! Como disse o Dr Fernando depois, “sala de cirurgia em silêncio, só com o barulhinho de “Tu Tu Tu..” é sinal de que há alguma coisa errada”, então, que bom que todos estavam conversando ne?! rss No fim da cirurgia até disse pro dr Fernando fazer uma tatuagem bem bonita! E ele diz que ia fazer uma do Atlético hahaha

Ele lembra ao anestesista que é pra abaixar o pano assim que ele desse o comando.  E de repente escuto “Prooonto..e lá vem o Vinícius, pode baixar o pano fulano!” e ergui minha cabeça e vejo, meu primeiro filhinho lindo, aos berros, coisa mais linda e divina nascendo! Choro muito! É algo inexplicável!

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Dr Fernando chama o Marcos e diz pra ele cortar o cordão e lá vai, o papai meio sem jeito e corta o cordão. Uma pena não dar pra esperar parar de pulsar, mas acho que já conseguimos algo grandioso! Privilégio de poucos.

10 - Nascimento Vini e Dudu-35

A pediatra pega ele e me traz, encosta ele no meu rosto, mas encosta de verdade! Beeem no meu nariz!! Achei muito querida, pois senti aquele rostinho quentinho, do meu filho, aquele cheirinho único.

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A pedi diz que está tudo ótimo com ele e que já o traria de novo pra mim. Mas não podia demorar porque tinha o outro. E ela sai com ele e escuto o choro dele lá de dentro. E começamos a nos preparar pra vinda do segundo. Esse demorou um pouquinho mais…a sala ficou em silêncio e o papai ficou tenso. Pois só se ouvia o barulho do “tu ..tu…tu..” Eu estava tão concentrada no choro do vini que pra mim foi super rápido a vinda do Du. Voltei minha atenção pro nascimento, quando o dr Fernando diz que o Eduardo tava atravessado. Pegou o pé primeiro e depois o puxou pelo bumbum. E assim nasceu meu caçulinha, com a bunda virada pra lua! Ou pras luzes! Haha

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A pediatra também me trouxe e disse que estava tudo ótimo com ele e já o traria pra mim! Dei um xero no meu pequeno e lá se foi ele.

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Cris perguntou se o Marcos queria ir lá com eles e achei a coisa mais amorosa do mundo, marido olhar pra mim e perguntar “quer que eu fique com você nega?!” logicamente não o privaria desse momento tão especial de ficar com os filhos nos primeiros minutos de vida. Além do mais, eu estava bem e a Cris ficou comigo.

E também rolou aquela expectativa de quem tava do lado de fora né!! Amei essa foto! A mãe e o Lip sem saber o que tava acontecendo e ansiosos pra ver os meninos!!

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Bom, após a saída dos meninos, continuaram e terminaram os procedimentos e dr Fernando conversou comigo colocando a cara por cima do pano, bem divertido. Depois fiquei conversando com a Cris sobre face e outras coisas bobas haha ainda bem, porque de uma hora pra outra a sala ficou vazia. Parece que te abandonam ali e tu não sabe mais o que vai acontecer.

E daí a gente vê mais ainda a importância da Doula, que me deu muita segurança e me fez muita companhia. Bem provável que eu me sentisse perdida em vários momentos. Principalmente, os que eu não pudesse ter meu marido do meu lado. Uma coisa não substitui a outra, e julgo que os dois foram importantíssimo pra mim. Eu tava tão perdida que quem me orientou em muitas coisas também, do que fazer foi a Carol kkkk Ela tá super acostumada então já sabia dos procedimentos também.

Vinícius (2.560 kg)

Vinícius (2.560 kg)

Eduardo (1.890 kg)

Meus homens!!

Meus homens!!

Minha família!!

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Obrigada Meu amor!

Obrigada Meu amor!

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Fomos pra um corredor aguardarmos irmos para o quarto. A Cris e a Carol ficaram comigo, o marcos e os meninos por um tempo. Marcos segurando os dois nos braços e a Cris diz “quer que eu segure um Marcos?” ligeiramente o pai responde “não não! Tá tranquilo!” e a Cris disse que se ficasse pesado que ele avisasse. Obvio que o papai não quis largar seus meninos! Eu que tive que pedir um depois hehe

Infelizmente, me tiraram o Eduardo, pois ele estava com hipoglicemia, então, teve que ficar por 4 horas tomando glicose. Me senti mal por não tê-lo colocado direto no peito assim que esteve comigo, eu não imaginava que ele não ficaria com a gente. Então, só o Vini ficou conosco e já foi pro peito, pra ir se acostumando e irmos nos conhecendo. Algo incrível também.

Fomos nós três para o quarto e aquele sentimento de que “está faltando alguém”. Chegamos no quarto e estava cheio de gente! Um sol lindo entrando no quarto e eu ainda estava super bem!

Todos perguntando do Eduardo e todos curtindo o vini. E aquelas 4 horas que pareciam não ter fim e eu queria logo nosso pequeno com a gente. Não me avisaram que demorariam 4 horas então, fui algumas vezes, me arrastando literalmente até a recepção pra perguntar se ele ia demorar muito. Mas finalmente, finalzinho do dia ele foi para o quarto e se juntou novamente ao seu irmão e a nós!

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E esse dia foi assim, emocionante, especial e é incrível que já se passou mais de um mês. (De quando eu escrevi né rssss)

Só tenho a agradecer a equipe que estava bem empolgada com o nascimento dos gêmeos, o cuidado que tiveram com a gente!

Aos meus familiares que ali estavam na expectativa tanto quanto a gente!

Ao meu pai que veio ficar aqui por um tempo para acompanhar o nascimento dos seus netos!

A minha mãe que ficou ali junto com o Lip durante todo o tempo. Lip, muito obrigada por ter ido! Você foi muito importante, como sempre, ainda mais ali, assim como toda a família que ficou esperando notícias e me ajudaram muito a passar por esse processo.

Aos amigos queridos!

A equipe do ilha, que se demonstraram atenciosos e cuidaram muito bem de nós!

Ao Dr Fernando que buscou o melhor para nós.

A Cris, que fez de tudo para que eu pudesse realizar um sonho, buscou informações e foi atrás para que fizéssemos tudo de forma mais consciente e tranquila possível.

Ao grupo de doulandas, suas lindas! Se sou uma mãe melhor é graças a ajuda e apoio de vocês!

A Carol, nossa fotógrafa, nossa amiga! Na hora da cirurgia pergunto “cadê a Carol?” Não estava preocupada com as fotos (sei que ela dá conta do recado), senti falta foi DELA mesmo!

Kalú, meu lindo pet, que morri de saudades durante cinco dias intermináveis na maternidade. Cheguei a sonhar com ele quase todos os dias! E ao chegar em casa, não contive minha lágrimas de emoção ao vê-lo.

Ao meu amor, companheiro, parceiro, cúmplice e amigo, meu marido, minha vida.

Aos meus filhos, meus presentes, minhas vidas, minha herança dada por nosso amoroso Deus, que não me permitiu parir, mas me permitiu nascer para a vida.

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Relato da Karine – Nascimento da Valentina – 02/09/2014

29 de dezembro de 2014

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Meu nome é Karine, tenho 31 anos, sou arquiteta. Sou casada com o Cleo há 6 anos. Descobrimos que estávamos grávidos dia 30/12/2013, depois de 6 meses de ter parado o anticoncepcional. Foi um réveillon muito bacana ao lado de amigos queridos.
Depois de ter me decepcionado um pouco com a minha obstetra, que já era minha ginecologista, me indicaram o Dr. Fernando Pupin, e através dele, conheci o blog da Cris. Para mim era natural os bebês nascerem de cesárea, minhas amigas próximas, minha irmã e minha madrasta haviam tido parto através da cesárea, e eu nunca havia me questionado antes sobre isso. Depois que uma amiga contou que teve seu bebe em casa, num parto natural, comecei a ler sobre, li todos os relatos de parto da Cris, e então decidi que era o que eu queria. Meu marido estava um pouco receoso.

E foi assim: trabalhei até sexta, dia 29, e terça teríamos uma consulta com o Dr. Fernando, quando completaríamos 40 semanas. E eu iria pedir para ele me dar a licença da maternidade, pois eu estava começando a me sentir cansada, para ficar andando pra lá e pra cá. Naquele final de semana dormi mal, coisa que não aconteceu durante a gravidez (dormi muito bem a gravidez inteira). E segunda-feira, dia 01/09, acordei com dor na lombar. Nem imaginava que isso já era um sinal de que a Valentina estava chegando. Achei que iria aproveitar a semana descansando em casa, terminando de arrumar as coisinhas da bebê. Essa dor vinha e voltava, mas com intervalos bem espaçados. Almocei, e fui tirar um cochilo. Acordei com a tal dor na lombar novamente. Isso eram 14:30 mais ou menos. Fui ao banheiro e percebi que o tampão havia saído.

Foi um misto de felicidade e medo !! Não sabia para quem ligar, o que fazer. Foi então que mandei uma foto pra Cris, e ela disse que era o tampão, e que a Valentina poderia vir naquele dia ou poderia levar alguns dias. Falei com o Dr. Fernando, que estava de plantão no Ilha, e disse que se eu quisesse ir lá para ele avaliar, e para que eu ficasse mais tranquila, poderíamos ir. Liguei pro Cleo, que veio pra casa. Enquanto ele colocava as malas no carro, eu fui pro banho. Sempre dizia que queria ir pra materninade de banho tomado rrrrssss …. tomei um banho bem gostoso, com calma. Afinal, estava só sentindo aqueles incômodos na lombar de vez em quando. No caminho da maternidade, percebi que estas dores começaram a ficar ritmadas.

Marcamos, estava de 6 em 6 minutos, e falei pro Cleo: Nossa, se isso são contrações vai ser bem tranquilo !! Chegando no Ilha, o Dr. Fernando me avaliou e disse que estava com bem pouco dilatação, disse para voltarmos quando as contrações estivessem de 3 em 3 minutos. Bom, então ele me deu a licença, e meu marido sugeriu que fossemos levar no meu trabalho no centro, já pra resolver isso. Fiquei no carro, enquanto ele levava o documento. Quando ele voltou, eu já não podia conversar quando vinha a contração. A primeira ideia era voltarmos pra casa, no Campeche, mas como era perto das 18h, o transito já estava horrível, então sugeri que fossemos pra casa da mãe dele, ali no Pantanal. Lá pedi pra tomar uma ducha (ouvi dizer que relaxava) … não adiantou nada. Tomamos um café … e perto das 20h as contrações estavam de 3 em 3, de 2 em 2 minutos.

Então fomos pra maternidade …. nossa que demora pra eu ir pra Sala de Parto. Fiquei na recepção conversando com uma grávida (nos intervalos das contrações rrrss) … Quando fomos pro elevador, vomitei … meu Deus. Fomos direto pra Sala de Parto, enquanto o Cleo levava nossas coisas pro quarto. A Cris já estava comigo. Fui pra banheira, pro chuveiro, pro banquinho, pra maca, pra bola, e ficava revezando os equipamentos. Já estava na Partolandia. O Cleo sempre ao meu lado.

O Dr. Fernando entrava na sala de vez em quando para avaliar. Quando cheguei a dilatação total, teve que ser usado o vácuo extrator, pra ajudar ela a nascer. Isso me assustou um pouco, e levei alguns dias pra assimilar, mas foi para o bem dela. A Valentina nasceu dia 02/09 as 00:12 com 49,5cm e 3,045kg. Nosso anjinho ! Uma emoção indescritível !  Obrigada Cris, e obrigada

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9 hábitos para prevenir a morte súbita

5 de dezembro de 2014

bebe-recemnascido-berco(Por Flavia Bezerra)

Embora as explicações sobre os motivos que levam a essa fatalidade, que é certamente um dos maiores temores dos pais, ainda não sejam claras ou definitivas, o melhor mesmo é fazer o que estiver ao alcance para evitar. Confira, abaixo, algumas dicas para diminuir o risco na sua casa:

1. Coloque o bebê para dormir sempre em decúbito dorsal, ou seja, de barriga para cima

2. Escolha um colchão firme, nem mole, nem duro demais

3. Evite colocar bichos pelúcia, travesseiros, cobertores e protetores no berço

4. Faça o pré-natal correto, já que o acompanhamento ainda na gravidez está relacionada a um menor risco de morte súbita

5. Diga não ao tabagismo e e evite contato com cigarro durante a gravidez e após o nascimento do bebê. Ainda que a gestante não fume, quanto mais longe da fumaça ou de pessoas que tenham esse hábito, melhor

6. Não beba nem use medicação por conta própria durante a gravidez

7. Amamente. Ao sugar, a criança desenvolve melhor o sistema respiratório, já que é obrigada a respirar pelo nariz

8. Não exagere no cobertor. Uma “camada” de roupa a mais do que a sua é suficiente, de acordo com a AAP. Evite cobrir a cabeça e as mãos do bebê, pois as extremidades são o canal utilizado pelo corpo para regular a temperatura

9. Espalhe as informações e faça com que todos as pessoas que participam dos cuidados com o bebê saibam das recomendações. Babás, avós, tias, cuidadoras do berçário…

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Bebes/Saude/noticia/2014/12/55-dos-bebes-ainda-dormem-em-situacoes-que-favorecem-morte-subita.html

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