1º Congresso nacional online da Gestante

21 de julho de 2014
10494675_415068265299337_4196932443539863770_nPara se cadastrar >> www.conages.com.br
 
Um Congresso Nacional que reúne especialistas em Saúde da Gestante para ajudar as futuras mamães nessa nova fase da vida delas. De 01 a 07 de Setembro!!
 
TEMA: “A Função da Doula no Acompanhamento da Gestação, Parto e Pós-parto”.
 
Cristina Melo é Doula certificada pelo Grupo de Apoio a Maternidade Ativa (2010) – SP, formada como Técnica de Enfermagem no mesmo ano. Participou da palestra e Workshop com Dr Michel Odent (obstetra Francês) em Florianópolis (2011) e do curso de Imersão a Gestação, Parto e Pós-parto com a parteira mexicana Naolí Vinaver (2011). No ano seguinte viajou a França onde participou da 9ª conferência de Doulas em Paris. E recentemente formou-se Doula Pós-parto certificada pelo GAMA (2013- SP) com Ana Paula Markel, Doula em Los Angeles – EUA.

Relato da Ana – Nascimento Matias 09/11/2013

11 de julho de 2014

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Meu nome é Ana Galletti de Barros, tenho 31 anos, sou casada com Marlon de Barros há 4 anos e meio e este é o relato do meu parto.

Desde que me casei, meu foco sempre foi meu marido e meu trabalho. Principalmente no início de 2013, pois tinha acabado de mudar de área profissional e estava correndo atrás de uma pós-graduação.  Filho era plano para final de 2014, pois ainda queríamos fazer uma viagem ao exterior e juntar mais dinheiro.

Porém, no meio disso tudo, o alarme de ser mãe tinha apitado e quando ele apita ninguém segura a natureza. Resolvi então parar de tomar o anticoncepcional e deixar acontecer. E não é que logo no mês seguinte a mágica tinha acontecido? Estávamos grávidos!!

Sei exatamente o dia da concepção. Senti algo mágico naquele dia, uma forte emoção tomou conta de mim fazendo-me chorar de alegria. O milagre da vida estava começando.Nossas famílias não se continham de tanta felicidade, afinal nosso bebê seria o primeiro por parte de ambas.

Confesso que nos primeiros meses de gravidez nem pensava no parto.Ao passar dos meses, fui pesquisando sobre as opções que teria e acabei me encantando pelo parto natural e entrei de cabeça nessa viagem. Passei por 3 obstetras (todos cesaristas) até encontrar duas pessoas especiais em quem pude confiar: Dr. Marcos Leite e a Cris Doula.

A cada pesquisa na internet, a cada consulta com o Dr. Marcos, a cada mensagem trocada com a Cris, só aumentava a certeza de que o meu filho viria ao mundo da forma mais natural, gentil e humana possível. Meu filho nasceria na água!

Não passava pela minha cabeça entrar em uma sala cirúrgica fria, ficar amarrada, anestesiada, perder todo o protagonismo e ser apenas uma expectadora. Não queria de maneira alguma deixar de sentir o espetáculo da vida.

Confesso que foi uma luta pra mudar a cabeça dos familiares. A única que me apoiou prontamente foi minha avó. Ela teve 3 filhos, todos parto normal, sendo que a segunda gestação foi gemelar e ambos nasceram pélvicos.

Tive que ser teimosa, pois minha família acreditava que a cesária era a opção mais segura.

Comecei a me preparar. Fiz curso de Reike para trabalhar com as emoções , fazia meditações diárias e escutava mantras para relaxamento. Tudo isso contribuiu para que eu tivesse uma gravidez super tranqüila e equilibrada, facilitando o processo para o grande dia.

Estar grávida é maravilhoso, sentir o bebe se mexer é uma sensação única. Lembro-me que o momento mais gostoso do dia era entra no banho, relaxar e conversar com a barriga.

Na trigésima sexta semana de gestação, meu marido teve que viajar a trabalho para Buenos Aires e meu pai também fez uma viagem para o Deserto do Atacama.

Nesta mesma semana tive um stress muito feio no trabalho e comecei a sentir leves cólicas, mas como mãe de primeira viagem achei que era apenas o bebê se encaixando.7 - IMG_19947 - IMG_1994No dia seguinte, as cólicas passaram a ser acompanhadas por leves dores nas costas. Mais uma vez achei que era o bebê se encaixando, pois era uma dor tranqüila de sentir, não chegava a ser forte, era apenas um leve incômodo.

Meu padrasto ainda me alertou que a barriga já estava baixa e que logo o Matias iria nascer. Eu ainda brinquei: “Nem pensar, Matias vai nascer sagitário e não escorpião”

Nesse dia, sai um pouco mais cedo do trabalho só por precaução. Eu estava tão tranqüila e confiante de que não era nada demais que nem liguei pro meu médico.

Era meia noite do dia 08.11.13 (uma sexta feira), estava sozinha em casa, tinha acabado de tirar uma foto da minha barriga e enviado para o meu marido e meu pai com os seguintes dizeres: Voltem logo, pois o Matias já está chegando.

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Seria uma previsão? Sim seria.

Poucas horas depois, minha bolsa estourou! Jesus, o que fazer? Estava sozinha em casa!

Não sei se foi impressão, mas parecia que eu tinha escutado o PLOFT. Fiquei sem me mexer por alguns segundos achando que poderia ser outra coisa, mas quando resolvi levantar, era água pra todo lado.

A primeira coisa que pensei foi: “Poxa, Matias resolveu vir ao mundo antes do papai e do vovô chegarem de viagem”. Os dois viajaram um pouco apreensivos, pois sabiam do risco disso acontecer, mas todos nós estávamos confiantes de que ainda havia um bom tempo de gestação pela frente.

Mandei uma mensagem de texto para o papai e vovô avisando da chegada do Matias.

Os sentimentos nessa hora eram intensos.

Duas das pessoas mais importantes da minha vida não iriam acompanhar o meu parto, porém as outras duas pessoas iriam (minha mãe e minha avó).Respirei fundo, liguei para minha mãe e em seguida liguei para o Dr. Marcos Leite que me orientou a voltar a dormir e esperar as contrações iniciarem. Ele tinha me dado um prazo de mais ou menos 6h para entrar em trabalho de parto realmente ativo. Enquanto minha mãe não chegava, resolvi relaxar. Coloquei os meus mantras e fui tomar um banho.

Em 15 minutos minha mãe, meu padrasto e minha avó chegaram na minha casa. Eu já havia tomado banho e estava terminando de arrumar a mala do bebê e a minha. Então as famosas contrações começaram. Eram leves (eu acho), porém já eram ritmadas de 2 em 2 minutos. É claro que todos queriam me levar para a maternidade, mas eu estava relutante, queria esperar mais um pouco em casa, relaxando e escutando meus mantras, afinal conforme o médico tinha dito eu ainda teria umas 6h de espera e gostaria que fossem em casa e não no “vuco vuco” da maternidade.

Detalhe que eu esqueci completamente de tudo o que havia aprendido. Contrações ritmadas de 2 em 2 minutos? Corre pra maternidade né? E eu bem tranqüila em casa, ainda queria fazer depilação e recolher o cocô do cachorro.

Não teve jeito, fui arrastada. Eu acho que nesse momento eu já estava num transe, meio atordoada das ideias.

Estava tão atordoada que quando eu liguei pro médico nem avisei das contrações, só avisei que a bolsa havia estourado. Se eu tivesse o avisado, é claro que ele teria dito: “Corre pra maternidade.”

No elevador, vem uma onda de contração mais forte, me olhei no espelho e me vi branca, quase desmaiei. Entrando no carro não queria escutar ninguém falando, só queria ficar quieta (essa hora é tensa).

No meio do caminho liguei para a Cris Doula e disse que a bolsa tinha rompido e que estava indo para a maternidade (também me esqueci de avisá-la sobre as contrações) apenas para tranqüilizar minha mãe e que se desse voltaria pra casa. (eu ainda estava achando que voltaria pra casa, a loca né?)

Chegando na maternidade, a recepcionista fez o questionário básico (nome, endereço, telefone…) eu não conseguia nem dizer o meu nome quem diria lembrar do CPF. Logo em seguida o médico plantonista chegou para avaliar a situação. Fizemos o exame de toque e ele disse o seguinte: Querida, já dá pra ver até o cabelinho, e é cabeludo hein? Você já está com 7cm de dilatação!!!!

Levantei da maca e logo em seguida vomitei. Graças a Deus que minha mãe me puxou pelas orelhas pra ir para a maternidade, mais um pouco meu filho nasceria em casa. Subimos para o quarto de parto humanizado e ligamos para o Dr. Marcos que em 15 minutos já estava lá. Ele fez mais um exame de toque e disse: Ana, você quer entrar na banheira mesmo? Não vai nem dar tempo.

Eu como já havia idealizado esse momento disse que gostaria.

Que momento divino de luz! Ambiente de paz, na penumbra, ao som de Enya. Temperatura da banheira 37 graus. Ao meu lado minha mãe e minha avó acompanhando o espetáculo da vida. Que benção, tudo o que eu havia sonhado estava se concretizando. Estava entregue, segura, emponderada e muito feliz, pois sabia que em pouco tempo iria encontrar meu filho pela primeira vez.

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As pessoas me perguntam da dor. A felicidade era tanta em saber que teria meu bebê nos braços, que me esqueci de sentir dor. Eu só lembro que as dores da contração diminuíram 50% ou mais assim que eu entrei na banheira quentinha.

A dor faz parte do ritual, mas eu era capaz de mudar o foco. Meu foco era ter meu filho nos braços e não a dor.

10551756_10203035223100649_2002006774_nA cada intervalo da contração, um sorriso. A cada contração, uma força que vinha de dentro dizendo: Você é forte, seu corpo também. Fique calma, pois seu bebê está próximo.

Lembro-me que ligamos para o meu médico vir para a maternidade às 2h da manhã, 3h13 o Matias nasceu pesando 2.700kg e medindo 46 cm. Nasceu tão calmo e sereno que depois de chorar, dormiu nos meus braços.

Nunca me esquecerei da sensação de tirar meu filho de dentro de mim, colocá-lo direto no meu peito e deixá-lo lá por vários minutos.

Nunca me esquecerei da sensação de proteção em ter minha mãe e minha avó acompanhando tudo de pertinho.

Parir é DIVINO, é SAGRADO!

Até então, tinha esquecido que meu filho era prematuro, a última coisa que lembrei foi disso. Claro que nunca pensamos no pior, mas infelizmente o Matias teve que ficar uns dias na Neo Natal, pois seu pulmãozinho ainda não estava 100% e também por causa da icterícia.

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Não foi fácil, mas eu tinha uma força de leoa pra agüentar o tranco. O Matias então, era um leãozinho, cada dia que passava ficava mais forte.

Quase 24h depois o papai conheceu o seu primogênito. Foi só escutar a voz do papai que o Matias abriu os olhinhos. Parecia que ele queria dizer: “Pronto, agora a família está completa”.

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No outro dia o vovô paterno também chegou. Todo babão. Foram  4 dias e meio que pareciam uma eternidade, mas conseguimos vivê-los com sabedoria e tranquilidade.

Você deve estar se perguntando: E a Doula?

Meu parto foi tão rápido que só deu tempo dela me abanar 5 vezes e o Matias já tinha nascido (rs), mas foi ela a pessoa que me ensinou tudo o que sei hoje sobre humanização de parto, abrindo os meus olhos e desmistificando esse sistema cesarista em que vivemos.

Cris, meu sincero OBRIGADA. Até então eu era cega e acreditava nesse sistema.

O seu acompanhamento pré-parto foi essencial, você me mostrou que é possível e muito mais simples do que eu pensava. Era só acreditar.

Você que está lendo meu relato (mamães gravidinhas, mulheres que estão pensando em ser mãe pela primeira, segunda, terceira vez… eu só tenho uma coisa a dizer:  ACREDITEM NO PODER E NA FORÇA DE VOCÊS. A NATUREZA É SABIA, É SÓ ESCUTÁ-LA E RESPEITÁ-LA.

Sou grata a todos que participaram comigo desse processo.

Sou grata ao grande arquiteto do Universo e ao meu querido Arcanjo Miguel (depois que nos tornamos mãe nossa fé fica ainda maior).

Agradeço a mim mesma (rs) por ter ido buscar conhecimento e principalmente por ter escutado a minha alma, o meu corpo e a minha mente, pois hoje posso dizer:  Eu pari e vivenciei o milagre da vida.

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Ana Galletti de Barros – Mãe do Matias que veio ao mundo no dia 09 de novembro de 2013.

Relato da Caroline – Nascimento Mariane 24/12/2013

10 de julho de 2014

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Sempre tive a certeza de que quando eu tivesse meu filho que nasceria de Cesárea. Sempre lia relatos horrorosos sobre parto normal, epsiotomia, dor do parto e minha mãe que passou pelas duas experiências sempre me aconselhou a cesárea por ter sofrido um parto normal totalmente desagradável e desrespeitoso. Quando decidi engravidar fui em um obstetra para fazer exames pré gestacionais (sempre tive preocupação por estar bem acima do peso) e esse médico já me disse de cara que parto normal pra gordo não rola pois provavelmente eu teria problemas gestacionais devido ao sobrepeso.

Então engravidei e durante minha gestação uma amiga muito querida (Adri Baron) que já estava quase parindo foi me mostrando um novo mundo.. Me indicou o Dr Fernando Pupin e me falava maravilhas da Cris.. Me explicou o que era Doula me deu um novo rumo para traçar. Fui um pouco resistente no começo e tive que ler muito sobre o assunto para me apaixonar e descobrir que eu podia ter um parto maravilhoso! Onde EU era a protagonista (sempre odiei intervenções médicas) da forma mais saudável para mim e para minha filha. O Pupin me explicou que aquele primeiro médico que fui estava fora da casinha e que eu podia e devia sim ter um parto normal pois é mais complicado operar um obeso do que um parto normal. E pra calar a boca do médico cesarista eu tive uma gestação ótima! Sem nenhum problema de saúde longe de pressão alta e diabetes.. Engordei muito pouco.. Enfim.. Com o parto escolhido, equipe super recomendada tbm contratada! (Fernando e Cris) vamos ao dia D!

Com exatamente 40 semanas as 00:30 do dia 24/12/2013 a bolsa estourou ao me levantar da cama justamente para ir ao banheiro. Kkkkk juro morri de vergonha achei que tinha feito xixi pq foi pouco líquido (a bolsa teve uma ruptura parcial) e o líquido saia aos poucos dependendo da forma que eu me mexia. Então na sequência vieram as cólicas.. Pareciam dor de barriga mesmo.. Kkkk dai pensei será o numero 2? DEUS pq eu grávida de 40 semanas ainda duvidava dos sinais que meu corpo tava dando!? (Meu marido que me confirmou: guria o que mais vc quer que aconteça pra ter certeza!? Claro que é hoje!!) Eu imaginava que se a bolsa rompesse ia ser uma enxurrada! E que as contrações já começavam punk! Mas não! Começou bem leve e foi aumentando com o passar das horas.

Ficamos eu e meu marido quietinhos na cama contando os intervalos felizes da vida. Eu lembro que eu apertava muito a mao dele nas contrações isso parecia que fazia a dor diminuir. As 4 da manhã como moramos em Canasvieiras e por ser véspera de natal/praia/festas/contrações de 3 em 3 minutos decidimos avisar o Pupin (A Cris já tinha sido informada assim que a bolsa rompeu e me mandou relaxar e dormir *uhumm até parece**) e fomos pra maternidade Ilha. Chegando lá tudo vazio! Só eu e outra em trabalho de parto. Eu fui examinada e estava com 4cm apenas e as contrações estavam num ritmo bom mas ainda dava pra sorrir.

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 Fui avisada que a sala de parto com a banheira poderia ser dedetizada e poderia ser que não estivesse disponível.. Fiquei bem chateada e pensei.. Então vai ser de cócoras! Maaassss um tempo depois lá pelas 9 da manhã um anjo (não lembro quem) me disse que eu podia ir para sala de parto pois a sala não ia ser dedetizada naquele dia ainda. Uffaaaa!! Chegando lá eu já estava ansiosa para saber a quantas andam pois minhas contrações cada vez ficando mais intensas e doloridas.. Estava com 6!

Então quis entrar na banheira quentinhaaaa que gostoso!! Eu estava super cansada, morrendo de sono afinal já faziam 33hs sem dormir.. Entrei na banheira e relaxei.. A dor diminuiu até pescava num soninho entre uma contração e outra e… Só que as contrações ficaram irregulares e muito espaçadas! Pra minha tristeza a banheira atrasou meu trabalho de parto tive que sair e estimular com caminhada e exercícios! Fiquei arrasada! Estava exausta e bem chateada. Meu marido ficou o tempo todo comigo me ajudando nos exercícios e me dando a mão para eu apertar! Haha Então as as dores voltaram com tudo! Tentei ficar na bola e no chuveiro e a coisa tava ficando bem punk! Já não aguentava mais não conseguia comer, dormir e eu precisava de energia pra continuar!

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Eu comecei a me descontrolar, comecei a perder pra dor, fizeram outro toque e ainda com 6!! Fui ao desespero!Supliquei pela analgesia! Decidi com a Cris (meu marido estava almoçando tomando banho.. ) que iria tomar a analgesia! E ate isso acontecer eu enlouqueci! Só lembro de dizer que ia morrer! Kkkk e o anestesista que estava almoçando não chegava nunca!!! 15 minutos pareciam uma eternidade!! Cada pessoa que entrava na sala me dizia ele já vem!! Eu estava brava demais! Kkkkk Enfim ele chegou e depois de aplicada viramos melhores amigos! Hahahaha relação de amor e ódio com o anestesista! Então eu comi e capotei! Dormi meeessmooo!

Depois que acordei sentia todas as contrações apenas não sentia dor. Eu sentia uma pressão como se quisesse ir ao banheiro.. Fui no banheiro varias vezes tentar o numero 2 e nada! Claro que não era nada! Hahaha mais vai saber né.. Então o Pupin começou a ficar preocupado com a evolução do meu parto pois eu já estava a um tempo com 8 de dilatação mas minhas contrações estavam ficando novamente irregulares! Ai meu Deus! Algo já me dizia que o sonho de parir na agua acabaria por ali… Então ele entrou com ocitocina… E nada.. E nada.. E um tempo depois ainda com 8 de dilatação o Pupin vê que os batimentos dela já se mantinham acelerado demais a um bom tempo e não gostaria mais de arriscar.. Conversou com meu marido a sós e depois comigo mas eu já sabia do que se tratava.. Vieram todos delicados falar comigo sobre a situação. E me entreguei nas mãos do dr Fernando.

Então foi aquela correria, tensão, emoção de saber que em menos de uma hora a minha filha estaria nesse mundo! Fui para o centro cirúrgico e estava lá meu amigo anestesista e muito competente fez a anestesia sem que eu sentisse nada como foi da primeira vez! A Cris sempre do meu lado me apoiando. Ainda mais nesse momento que meu marido ainda não tinha chego no centro cirúrgico. Apesar de eu estar tensa senti um clima bom feito por aqueles que ali estavam comigo me fazendo rir e chorar de felicidade! Nunca vou esquecer da equipe toda! As 17:48 nasceu minha princesa! Chorei chorei e chorei! Nasceu com 3,185 e 50,5 cm.

Ela chorou muito tbm mas lembro que quando meu marido colocou o rostinho dela colado ao meu e falei com ela o choro cessou! Momento pra se recordar pra vida inteira! <3 Só tenho a dizer obrigado a Deus obrigado ao meu marido que realizou meu sonho de ser mãe e de me proporcionar tudo o que foi preciso para viver esse dia da maneira que planejamos. Obrigada ao dr Fernando e a Cris que foram muito importantes nesse momento da minha vida!

Caroline Freitas
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Relato do parto Aline – Nascimento Alice 18/10/2013

7 de julho de 2014

5 - gravida

Eu nasci de cesárea, minha mãe nasceu de cesárea, então era óbvio que a minha filha também ia nascer de cesárea. Ainda mais que a gente passa a vida inteira ouvindo que a dor do parto é a pior dor do mundo, que ninguém agüenta, só as malucas tem parto normal, as índias, as que não tem condições de pagar e comigo não ia ser diferente. E com 1,58m, meu marido com 1,88m, os dois cabeçudos, jura que eu ia conseguir ter parto normal.

Mas daí eu engravidei, e junto com a gravidez veio um negócio, um instinto, de que tudo tava errado. Então eu fui atrás de informação. Primeiro eu decidi: vou fazer cesárea, mas pelo menos vou esperar entrar em trabalho de parto, não vou marcar a data. Isso foi o começo de uma mudança que já não tinha mais volta.

Ainda bem que quando a gente engravida quer andar junto das amigas grávidas, das que tiveram filho, pra absorver a maior quantidade de experiência possível. Nesse ponto eu tirei a sorte grande! Graças a duas grandes mulheres (Laís e Elisa) eu tive a oportunidade de ouvir sobre o parto natural (uma delas tinha parido em casa – oi?? – coisa de gente maluca, eu pensava) e elas foram plantando uma sementinha dentro de mim, que crescia todo dia. Cada dia uma vontade nova me aparecia: quem sabe eu “tento” um parto normal, quem sabe eu nem tome anestesia, quem sabe a gente deixa o cordão pulsar até o final, quem sabe a gente contrata uma doula – oi?? – coisa de hippie, eu pensava. E aos pouquinhos fui mudando a minha cabeça cesarista e a cabeça do marido cesarista (que no final virou tão ativista quanto eu).

Daí veio o primeiro passo: contratamos a Cris. Foi o divisor de águas na minha vida e junto veio o segundo passo: trocamos de obstetra pra nossa querida Juliany Silva (isso com 32 semanas) e assim foi tomada a decisão final: eu ia ter um parto natural, sem intervenções, no dia e hora que a minha filha quisesse nascer.

Dia 18/10/13, 3:30h da manhã: depois de várias tentativas de dormir, muito mal estar e dor de barriga, começamos a marcar as contrações. Só que elas não vieram espaçadas como era esperado, vieram feito um furacão a cada 2 minutos.

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Como eu tinha strepto positivo, fomos pra maternidade lá pelas 4h da manhã. Fizemos toque e eu estava com 4cm. Nessa hora o que aconteceu na minha cabeça de engenheira: cheguei aqui às 4h, às 6h já to com 4cm, 9h da manhã eu to parindo! Então fiquei na banheira relaxando e as contrações bem fortes, mas ainda sim eu dormia entre elas.

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Só que lá pelas tantas, no meio da manhã fizemos o toque de novo e adivinha? 6cm! Nessa hora eu fiquei louca, minha cabeça racional não entendeu porque o corpo não a acompanhou. Isso é uma coisa complicada em um trabalho de parto, onde a gente tem que se entregar e confiar no próprio corpo. Então eu deitei na maca chorando e pedindo anestesia achando que eu não daria mais conta.

Eu já estava sem dormir, sem comer (comi só sorvete durante o trabalho de parto – toda hora tinha vontade de vomitar), exausta! Mas graças a um marido que sabia o que era melhor pra mim e pra Alice eu não tomei. Nós sabíamos dos riscos de qualquer intervenção, que a anestesia poderia levar a uma desaceleração dos batimentos e consequentemente a uma cesárea, e se tinha uma coisa que não se passava pela minha cabeça nesse dia era a cesárea. Em NENHUM momento me passou pela cabeça ter que ir pra cirurgia. Fora que pra tomar a anestesia eu ia ter que fazer outro exame de toque e eu não queria mais fazer nenhum! Então eu levantei da maca e sentei no bendito banquinho de cócoras.

Que banquinho salvador! Cada mulher tem instintivamente vontade de parir em uma posição e a minha já estava decidida, seria de cócoras. Depois desse “momento de covardia” (que a maioria das mulheres passa no trabalho de parto) eu agüentei mais umas 8h sem anestesia.

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No finalzinho do expulsivo, acabei indo pra dentro da banheira de novo. Como eu não achava posição, colocaram o meu querido banquinho dentro dela e assim a Alice nasceu, aparada pelo pai (que já estava com as mãos preparadas pra pega-la pelo menos umas duas horas antes!). Mas infelizmente ela veio apagadinha e todos os meus planos em relação ao tratamento que ela deveria receber na hora do nascimento foram por água abaixo. O cordão precisou ser cortado imediatamente, ela foi aspirada (estava limpa) e tentaram entubá-la (ela rejeitou o tubo e respirou sozinha). Nessa hora eu não estava entendendo o que estava acontecendo, depois de cerca de 16h em trabalho de parto eu tava ali, dentro da banheira, atordoada. Fui levada pra maca pra poder tirar a placenta. A Ju costurou minha laceração que foi bem grandinha (falei que éramos cabeçudos) e depois a Alice veio pros meus braços. Infelizmente ela não mamou, ficou ali dormindo. Ela era linda, perfeita e naquele momento parecia que tudo estava bem. A experiência do parto foi realmente transformadora. Eu me sentia a mulher mais incrível do mundo naquela hora! É maravilhoso saber o quão forte a gente é.

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No fim da noite, já no quarto, a respiração da Alice ficou um pouco estranha. Ela foi levada pra UTI pra observar e não voltou. No dia seguinte nos falaram que ela tinha convulsionado. Diagnosticaram uma

lesão no cérebro por possível hipóxia na gravidez. Pros desavisados e mal informados, não, NÃO FOI DO PARTO. Não, ela não estaria bem se tivesse nascido de cesariana. Aliás, provavelmente ela não estaria viva se tivesse nascido de cesariana porque após a convulsão ela ficou 31 dias na UTI da maternidade e mais 17 dias no Hospital Infantil, tudo em decorrência de uma infecção hospitalar e todos os médicos foram categóricos em dizer que o que salvou a Alice foi ela mesma, a força que ela tem, os anticorpos que ela pegou de mim durante o parto (o que não aconteceria se ela tivesse nascido de cesárea), porque muita gente morre mesmo tomando os antibióticos que ela tomou, inclusive adultos.

Mas hoje estamos bem, faz um mês que ela tirou o gesso pelvipodálico (colocado após uma cirurgia pra consertar mais um estrago feito pela bactéria que ela pegou na UTI), é muito esperta e já está comendo comidinhas. Está atrasada, lógico, mas tem todo potencial do mundo pra ser o melhor que ela pode ser. Aliás, Alice, esse relato é pra ti, pra tu saberes quanto respeito eu tive por ti, pela tua hora, e quanto orgulho eu tenho de ter essa filha maravilhosa que tu és. Te amo muito, minha beibessaura!

E um conselho para as que pretendem parir: confiem em vocês. Se conseguirem (e quiserem) ter um parto mais ativo, caminhem, agachem, ou então relaxem na banheira, não tenham pressa. Pode ser que o parto seja rápido, mas é muito provável que não seja. E o principal: não criem expectativas demais. Pode ser que a banheira não esteja disponível, pode ser que precise de uma intervenção, pode ser que venha menina

ao invés de menino ou que venha a cara do pai (bem provável), e pode ser que venha um bebê especial. Não estamos preparadas pro “pior”, mas devemos ser conscientes que as coisas podem não ser do jeito que a gente idealiza.

Obrigada Cris e obrigada Ju. Eu sei que fui eu que fiz o parto, mas vocês foram fundamentais pra que ele fosse do jeito que eu queria. Obrigada pela paciência e por ficarem do meu lado durante tantas horas. Obrigada pelo apoio de vocês antes e depois e também com os cuidados com a Alice.

E por fim, obrigada Alves, meu marido, meu “doulo”. Aprendeu a lição direitinho e colocou em prática na hora que precisou. Te amo e te admiro muito!

Aline Almeida

Relato Paula Sales – Nascimento Lorenzo 09/05/2014

26 de maio de 2014

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Desde que me conheço por gente, sempre tive o sonho de ser mãe. Sou canceriana, emotiva, família… e também sabia que seria um parto normal. Nunca me conformei com a cesárea, mesmo minha mãe falando desde sempre que o parto normal era a pior dor do mundo. Ela teve eu e minha Irmã de PN e meu irmão, “por ser muito grande”, cesárea. Coitada!!! Carrega uma cicatriz gigante e feia até hoje.

Casei com o amor da minha vida em março de 2012 e combinamos que iríamos aproveitar nosso primeiro ano de casados e depois planejaríamos um bebe.  A partir de fevereiro de 2013 começamos a tentar. Todo mês ia na farmácia comprar um teste e vinha aquele negativo, comecei a ficar frustrada. Fui em 5 Ginecologistas achando que eu era estéril rsrsrs e todos eles só pediam pra eu relaxar que uma hora ele vinha.

Enquanto eu tentava relaxar, comecei a pesquisar sobre partos. Mergulhei de cabeça nesse mundo. Um dia, acho que foi no mês de Julho, vi uma foto do parto de uma colega da pós graduação e ali estava a doula, Cristina Melo. Fui pesquisar o que era a doula e conheci seu blog.  Naquela hora falei, essa vai ser a minha doula. Pela foto já dava de ver no rosto dela a pessoa sensível e carinhosa. Era tudo oq eu precisava!!!

E as tentativas continuaram até agosto! No dia 15 de agosto teve a estreia do filme O Renascimento do Parto e convenci meu marido a assistir comigo. Ele foi contra a vontade, mas foi rsrsr Chorei o documentário inteiro e sai de lá com a certeza que quando engravidasse meu parto seria natural, com o mínimo de intervenções possíveis. Ele também ficou surpreso com tudo oq viu e já me apoiou desde aquele momento. Acho que engravidei naquele dia!!!

Dia 05 de setembro veio a confirmação: POSITIVO!!! O sorriso não cabia no meu rosto. Meu marido não se aguentava de tanta alegria. Estava tudo dando certo para gente, o bebe e o marido passando no concurso…SÓ ALEGRIA!!

Comecei meu pré natal com meu ginecologista, e na primeira consulta eu já falei pra ele que queria um parto natural. Ele olhou pra mim e disse: Dói muito, tá?? Você não vai aguentar!!!  Fiz cara de paisagem pro meu marido. E fui pra casa bufando.

Já fiquei chateada com isso, mas ainda continuei a me consultar com ele. Achei que havia alguma esperança. Foram mais duas consultas e ele sempre contra os meus princípios. Um dia eu falei: Doutor eu QUERO o parto natural, se possível sem intervenções e na banheira. Ele simplesmente riu e falou: Não é bem assim, só se td der certo. E vc não vai aguentar a dor.

Meu Deus!!!! O que aquele medico estava falando?? Quem tem que saber se aguento a dor sou eu ne? E outra, eu sou saudável e jovem, meus exames estavam indo bem e o bebe também. NUNCA MAIS VOLTEI NAQUELE MÉDICO.

Entrei no face e add a Cris doula. E já fui pedindo indicações de médicos humanizados.

Ela me passou uma listagem. Eu já conhecia dos relatos o Dr. Fernando Pupim e já admirava seu trabalho. Acabei marcando consulta com ele e com a Dr Halana, já que meu marido achava melhor me consultar com uma médica rsrs

A primeira consulta foi com ela. Quanta diferença!!! Que mulher incrível, tirou todas minhas duvidas e me passou vários livros sobre parto humanizado. Saí de lá feliz da vida!!! Afinal, achei a medica que iria me acompanhar no parto. Acabei desmarcando a consulta com o Dr Fernando. Na segunda consulta com ela, veio a bomba…ela iria se afastar pra fazer doutorado ou mestrado, não me recordo. Fiquei super triste!!! Corri e marquei consulta com Dr Fernando.

Primeira consulta com ele… AMOR a primeira consulta!!! Que querido!!  E fiz todo o resto do pré natal com ele. Sempre atencioso, humano!!! Eu a cada consulta dizia dos meus medos, achava que não conseguiria e ele sempre com uma palavra doce: você consegue, todas conseguem!!! Saía do consultório toda bobinha.

Também tinham as consultas com a Cris, um doce de pessoa. Foi o melhor investimento que fiz durante a gravidez. No começo meu marido não entendia, mas eu tinha certeza que no dia do parto ele entenderia… FOI DITO E FEITO!! Hoje ele é fã numero 1 da Cris rsrs.

O único problema que me incomodava era ter plano de saúde e ter que pagar do bolso o chamado do meu médico caso não fosse o seu plantão no dia. Isso me fazia perder o sono, tinha pesadelos. Mas não tinha condições de partir para o plano B. A grana estava curta! Eu conversava com o Lorenzo e pedia pra ele se pudesse nascer numa segunda-feira, que era o plantão do Dr. Pupim. O que eu mais temia era que ele resolvesse nascer numa sexta-feira, pois a medica de plantão não tinha uma boa fama, era cesarista de carteirinha e deixava bem claro ser contra o parto humanizado…MEDOOO!!!

Dia 08/05/2014(quinta-feira) com 39 semanas e 4 dias, a tarde tive uma contração de treinamento, barriga ficou dura, coisa rápida…isso já vinha acontecendo alguns dias. Avisei a Cris e ela informou que era normal, ele estava se preparando. Para mim ele so viria na outra semana com 41 semanas ou ate com 42. Estava tranquila enquanto a isso.

A noite meu marido convidou pra ir no sushi dos nossos amigos, já que ele estava com desejos rsrs.  Me entupi de sushi e sashimi. Postei uma foto no facebook e a Cris comentou: Come bastante wasabi e gengibre que nasce!! … ta ne, vou comer..vai que rola!!! Me entupi de wasabi e gengibre tbm, mas na minha cabeça aquilo não faria nem cócegas.

Voltamos pra casa e comentei com meu marido: já pensou se vem nessa madrugada? – dormimos. As 02:00h acordo com uma cólica bem chatinha, era rápida e aparecia a cada 40 min…não consegui mais dormir. E eu crente que era contração de treinamento. As 05:00h acordei meu marido e comentei da cólica. Ele achou que não era nada demais. Fui levando ate as 10:00h. Resolvemos ir ate o estreito pagar umas contas e fazer um test drive num carro rsrsrsr (moro em jurere)… ate perguntei pra ele: será que deixamos as malas no carro? Ele coitado: não, nem vai ser hoje rsrs

La fomos nos para o estreito…aquele cólica chatinha vinha e voltava. Fomos primeiro na concessionária, e começamos a ver os carros. E o negocio foi apertando, comecei a contar as contrações. Achei estranho, pensei que eu tava contando errado…nao podia ser!! 7 em 7 min. Eu so posso estar louca!!! Desistimos de fazer o test drive, eu não estava com paciência mais e fomos logo ao banco pagar as contas. La no banco começou a piorar, mandei whatts pra Cris, que estava morrendo de dor. Ela me orientou a contar quando estivesse ficando mais forte as dores. E pra avisa-la qdo estivesse de 5 em 5min Percebi que já estavam de 4 em 4 mim. Sai do banco 13:30 e fomos correndo pra casa. Chegamos em casa e o Zaba(meu marido) foi comprar almoço. Eu fui para o chuveiro e fiquei La embaixo da água quente, pensando que aquilo tudo não podia estar acontecendo. Sabe quando vc se prepara tanto pra uma coisa e ao mesmo tempo não esta preparada? Eu me sentia assim.

Não consegui dar três garfadas ma comida, a contração vinha e voltava muito rápido. Voltei para o chuveiro e comecei a gemer de dor. Não conseguia conversar com o Zaba, so pedi pra ele ligar pra Cris. E ela orientou que fossemos pra maternidade.

Acho que era 15:30 quando fomos para a maternidade. O caminho de casa ate lá foi o mais longo, de tanta contração. Zaba perguntou se eu queria ouvir uma musica, quase bati nele…tadinho!

Chegando lá, encontrei a Cris com um sorrisão e eu desabei em chorar e demos um abraço. Eu estava com medo da médica acima de tudo, pois era uma sexta-feira. Esperamos o Zaba arrumar os papeis da internação e subimos para a sala de parto, que graças a Deus estava vaga, acho que era 16:30.

A Cris já começou a encher a banheira e eu fui para o chuveiro. Me agarrava em tudo e não conseguia mais pensar em nada. Fomos para a banheira, que delíciaaaaaaaa!! Como aquilo relaxa. Tive vontade de dar uma mergulho rsrsrs, mas também durou 4 min isso. Chegou a queridíssima medica!!! E chegou chegando!! Já olhei pra Cris e meu marido assustada, e pedi para o Zaba entregar o plano de parto para ela. Ela fez uma cara de quem não gostou e disse que tudo aquilo já era procedimento do hospital. A ta, me engana que eu gosto ne??!! Veio fazer o toque dentro da banheira e que toque horrível. E para nossa surpresa:  5cm de DILATAÇÃO!!! Meu sorriso foi de orelha a orelha. Daí começaram os pitacos: Vamos colocar um sorinho?? Uma analgesia?? Uma ocitocina?? Aff eu so revirava os olhos para a Cris e ignorava o que ela dizia. Ela saiu da sala e ficamos nos três ali, Cris, Zaba e eu…so eu com minhas contrações, Cris me apoiando, fazendo a sua super massagem  e o Zaba batendo algumas fotos.

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Duas horas depois a medica voltou e fez mais um toque, que me fez ir ao céu. DILATAÇÃO TOTAL!! Nem acreditei, acho que chorei de emoção. Olhei pra Cris e ela com aquele olhar carinhoso dizia que eu estava indo mto bem. Aquilo me dava mais força pra aguentar.

Ai começaram as perolas da medica: “Eu não concordo com isso, em ver a mulher sofrer. Isso é um retrocesso. Hoje em dia com a cesárea, medicina evoluída, não precisaria estar passando por isso. Se tivesse dado ocitocina e a analgesia já teria tido teu bebe há muito tempo”.

AFFFFF!!!! Eu so olhava pra Cris e queria socar a cara da medica. Sem noção, eu ali no meu momento mágico e a mulher falando aquelas asneiras. Tentava ignorar e pensava no meu bebe. E ficamos sozinhos novamente, nos três. Confesso  que pedi pra Cris uma analgesia, pois não estava mais aguentando. Mas ela mais uma vez falando que eu ia conseguir e estava indo super bem. E eu ganhava mais força!

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Ficamos ali, acho que meia hora…rebolando na bola, agachando, levantando… ate que a bolsa estourou. Senti uma queimação!! E continuamos a levantar e agachar e a vontade de fazer força. Digo continuamos,  pq a Cris me acompanhava em tudo, subia e descia comigo. E o bebe foi descendo, pois ele não estava encaixado ainda. O quarto já estava escuro so com as luzes das velas que a Cris colocou na banheira. Com a lanterna ela já via que ele tava chegando e fomos para a banheira. Nessa hora a medica já tinha retornado e eu nem percebi.  Entrei na banheira e já estava sem força, so queria ficar quietinha ali.

Quando vinha uma contração, tentava fazer  uma força longa, mas parecia impossível. A medica ali voltando a falar besteiras e eu tentando me concentrar, que situação!!! “ Não concordo com isso, já era pra ter nascido se tivesse dado ocitocina” – “vamos fazer uma episiotomia, pra ser mais rápido?”

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Eu tentava não escutar aquilo e so olhava pra Cris, ela me passava segurança e me acalmava. Fiquei meia hora nessa de fazer força longa dentro da banheira, até que senti o circulo de fogo, queimando tudo, fechei meus olhos e me entreguei.  Fiz uma força e senti ele saindo de dentro de mim. Quando abri meus olhos vi que ele estava em meus braços. Fiquei pasma olhando pra ele!!  Que cheirinho bom. Não estava acreditando no que aconteceu. Nós conseguimos!!!! Meu marido pescou ele e deu ele pra mim.

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A medica já veio correndo pra cortar o cordão, mas eu disse não. Gostaria que meu marido cortasse e quando parasse de pulsar. Ele cortou e ficamos ali alguns minutos namorando aquele serzinho.

Lorenzo nasceu no dia 09/05 as 19:35h com 3300Kg e 48 cm em um parto natural sem nenhuma intervenção. Foram 14 horas de trabalho de parto e 3 horas e meia de parto ativo.

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Tive laceração e levei alguns pontos e nesse tempo ouvi mais algumas perolas da medica. Nessa hora eu já ria olhando pra Cris… oq eu poderia fazer?? Eu quebrei o sistema dela. Ela não conseguiu roubar meu tão sonhado parto.

Tirando oq eu tive que ouvir dessa medica, foi tudo maravilhoso. A dor passa assim que você olha pro seu filho lindo e saudável. Agradeço de coração a minha doula, realmente sem ela eu não conseguiria passar por tudo isso e já tinha ido pra faca na primeira besteira que a medica falasse. Meu marido me surpreendeu, o amo ainda mais depois de tudo isso. E também agradeço  ao Dr. Fernando Pupim por ter me acalmado em todo meu Pré natal.

Me informei muito e gostaria que todas a mulheres tivessem a mesma oportunidade que eu tive.

Sinto saudades daquele dia!! Me pergunte se passaria por tudo aquilo novamente: COM CERTEZA!!! Parir é a melhor coisa do mundo!

 Paula Sales, mãe do Lorenzo!!

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