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Catarina nasceu com 47cm e 2.835kg. Linda de viver e já sorrindo no seu segundo dia de vida!

Desde quando eu e meu marido decidimos engravidar, começamos a estudar bastante sobre o assunto. Um casal de amigos havia relatado a nós, a experiência de ter tido um parto natural, no hospital ilha com uma doula, que os auxiliou muito. Claro, essa doula era a Cris. Enfim, fiquei apaixonada pela idéia de fazer meu parto na água.

Nunca havia pensado nessa possibilidade. Eu sou de São Paulo, e optei por ter minha bebê aqui, então procurei um hospital que oferecesse o que condizia com minhas preferências. Decidimos que queríamos ter no Ilha, e depois fiquei sabendo que o ilha tem uma sala de parto só, equipada com banheira, chuveiro, bola e etc. Comecei a rezar desde cedo para minhas vontades serem atendidas e que eu conseguisse a sala de parto. Acredito muito que o que jogamos ao Universo, ele escuta. E mais tarde, sim, eu consegui a sala que eu tanto queria.

Sexta-feira, dia 17 de abril á tarde, eu estava com 39 semanas e 1 dia. Comecei a sentir umas cólicas leves.
Sabia que algo estava se desencadeando. Deixei fluir. À tarde, ás 16:00 e pouco uma gosma meio marrom saiu no meu xixi. Como já havia lido, sabia que era parte do meu tampão e logo conclui que meu trabalho de parto estava se iniciando aos poucos… Sexta de madrugada, acordei com dores consideravelmente fortes, cólicas, e minha lombar doia mto. Falei com a Cris. Expliquei..sabia que teria que esperar as contrações chegarem a 3 em 3 min para eu ir ao hospital e minhas contrações estavam irregulares: de 10 em 10 min, 7, 9, 3, 5 em 5 minutos.

Fiquei na bola e no chuveiro a noite toda por conta da dor. Sabado foi intenso. Passei o dia inteiro dentro do meu quarto, no escuro, para ver se a Ocitocina se pronunciava mais… Parecia um bicho mesmo, era como eu havia lido nos livros. Queria ficar sozinha, e sentir todo aquele processo.E realmente, as contracões aumentavam bastante durante a tarde e eu continuava indo da bola, pra cama, me contorcendo de dor. Na madrugada de sábado pra domingo, comecei a tomar meu floral, mulher selvagem, pois sabia que estava chegando a hora. Às 4 da manhã, minhas contrações já estavam insuportáveis. Falei pra Cris q eu estava indo ao hospital. Me examinaram e eu estava com 3 cm de dilataçao, o que me desanimou bastante. O plantonista resolveu que eu poderia me internar e aguardar o progresso da dilatação por lá mesmo.

Ás 7 da manhã, minha bolsa estourou e me examinaram de novo e eu estava com 5cm, pedi pra Cris vir. Me levaram para sala de parto, e a Cris chegou. Chegando na sala de parto, com as contrações bem fortes, me concentrava. Parir é um ato de concentração junto com o seu corpo e seu bebê. É fisiológico, emocional, psicológico…é tudo. Comecei a chegar no estágio dos gritos e inconsciência. Era a partolândia abrindo as portas para eu entrar… Você fica inconsciente mesmo estando ciente. Ouve as palavras mesmo não ouvindo. Sente sem sentido. Fala sem falar. É muito louco. Só passando para saber… Ás 11eu estava entrando no expulsivo…sentia vontade de fazer força.. Eu estava um pouco fraca. Não havia comido nada desde as 20:00 da noitr anterior e fazia mta força. Comi chocolates para me dar energia. E delirava. Não via a hora de ver minha bebê nos meus braços e comecei a chamar por ela.

Ao 12:00 e pouco o Dr. Claudio foi me examinar e eu já estava com 9 de dilatação. Estava chegando perto do fim eu sentia. Mas teria que ser forte e fazer muita força para ajudar minha bebê e meu corpo. Éramos uma equipe. Meu marido e a Cris me incentivavam que eu conseguiria quando eu pensava que não conseguiria mais. Ainda me emociono de lembrar de tudo e que conseguimos juntos! Sei que depois de uma saga, que se iniciou sexta-feira, 2 noites sem dormir, muita concentração, muita mesmo, ás 14:45 a Catarina nasceu, sem analgesia, sem ocitocina. Tivemos que contar com a ajuda do vácuo extrator, pois eu já estava muito fraca e a Catarina começou a se cansar também.

Foi lindo, foi intenso, foi do jeito que eu e ela precisávamos passar. Foi do jeito que Deus quis. Deus só dá pra gente o que podemos suportar mesmo. Saí daquela sala mais forte, sai mãe, sai mais viva do que nunca. Pronta pra cuidar da minha menina! 

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