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O dia em que a dor e o amor caminharam lado a lado, até que houvesse apenas o amor. Naquele dia, nasceu uma criança, nasceu uma mulher e renasceu um pai!
Fácil não é! Não é por frescura que alguém opta por trazer o filho ao mundo dessa forma. A propósito, por frescura, jamais! Frescura não combina!
Foi por valores pessoais, por amor, por crenças e convicções que optamos por esta forma de trazer nosso bebê ao mundo.
A bolsa rompeu às 22:40 do dia 18 de Janeiro, imediatamente após eu encontrar uma posição confortável para me deitar e dormir. Entrei em contato com a minha doula, relatei o fato, ela me fez algumas perguntas e me orientou a ir para o hospital. Tomamos banho, nos arrumamos, conferimos nosso checklist para não esquecer nada para trás, ainda precisei fazer um ajuste no enfeite de porta da maternidade, e partimos para Floripa. Foram 200km de contrações a cada 5 minutos, 4 minutos… enfim chegamos! Fomos bondosamente atendidos na maternidade, o médico examinou e… 6 cm de dilatação. Perguntou se eu tinha algum pedido especial. Eu disse que tinha um Plano de Parto. Entreguei a ele minha “lista de desejos” para o parto do Ben. Ele anexou ao prontuário, e não apenas leu como respeitou cada pedido.

Fomos para a sala de parto, em poucos minutos a Cris (nossa doula) chegou. Daí para frente foram algumas (poucas) horas de contrações, massagens, banheira, chuveiro, fundo musical selecionado a dedo, pouca luz, liberdade para comer e beber o que eu quisesse…
Outro exame – 7 cm de dilatação. Somente 1 cm a mais? Se esta conta estava certa eu não sei, mas dentro de poucos minutos nosso Ben nascia, às 6:40h do dia 19, com o apoio do pai, sendo assistido pela Cris e pelo Dr Diego (que pacientemente sentou-se ao lado da banheira, deixou que o Ben e eu protagonizássemos o momento e interviu apenas o mínimo necessário) e sob as lágrimas da avó (que me surpreendeu, pois achei que ela não suportaria o momento). Conforme solicitado em nosso Plano de Parto, Ben veio direto para os meus braços e o pai cortou o cordão umbilical. Iniciávamos uma nova e nobre fase!

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Penso que nenhuma mulher permanece sendo a mesma depois de dar à luz um filho. E em se tratando de parto natural (que é diferente do parto normal)… ele é tão revelador, ensina tanta coisa sobre nós mesmas, nossos limites, nossas crenças, nossos valores, nossa personalidade… é uma experiência que absolutamente nos transforma (e entendo aqui que Deus desenhou a forma natural de crianças virem ao mundo com todos esses propósitos). Sei que nem toda mulher quer um parto assim, sem analgesia e sem as dezenas de intervenções médicas. Mas às que querem eu só posso dizer: dentro das suas possibilidades, faça!

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Este tipo de parto nos revela muita coisa sobre o outro também. A relação conjugal não pode ser a mesma após uma experiência dessas. Quando se tem o apoio de uma doula, então podemos aprender um pouco mais sobre o que é servir. (Recomendo que toda gestante tenha uma doula para apoiar o pré-parto, o parto e o pós-parto. Vale muito apena!). E aprendemos sobre humildade com médicos que, como o Dr Diego, se sentam no chão para assistir um parto. Sem dúvida, minha vida não é a mesma desde às 22:40 do dia 18/01/2016! Naquele parto eu também nasci!

Mãe: Karyne Correia
Pai: Marcos Correia
Obstetra: Dr Diego Altaídes (Plantão Ilha)
Doula: Cristina Melo
Fotos: Fotonascer

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