Foto: Parto Adriana 23/06/2013 por Carol Dias Fotografia

Foto: Parto Adriana 23/06/2013 por Carol Dias Fotografia

“Nosso primeiro parto foi no hospital e foi horroso. Eu fui criado em um ambiente amigável para parto domiciliar, mas quando era o meu primeiro filho, eu subestimei os desejos da minha esposa e tivemos um parto hospitalar. È uma das poucas coisas na minha vida que eu realmente me arrependo.

Nosso segundo parto e os que vieram depois foram em casa. Nós tínhamos um médico que ficava de sobreaviso nos dois primeiros partos domiciliares, mas também pedimos para que alguns antigos amigos da família  nos ajudassem. Não tínhamos nenhuma doula. Eu não sabia o que era uma doula naquele momento.

De uma perspectiva masculina, a doula é salva vidas. Aqui estou, um ‘estranho’ membro da família (durante o parto, pelo menos) – mas aquele que está devastado de emoções pela segurança da minha esposa e do meu filho. Minha esposa me procura para apoio emocional – E eu estava emocionalmente muito pior do que ela estava, com isso estou escondendo minhas inseguranças no machismo, uma fachada. A Doula era muito mais um conforto pra mim como era pra ela. Palavras gentis, um abraço, um aperto de mãos, aquelas palavras salva vidas ”Está tudo bem, isso é normal” , uma gentil sugestão de sair um pouco por alguns minutos. E quando o bebê chega, quando as emoções inundara sobre nós dois e tudo que nós podíamos fazer era beijar e chorar e abraçar e segurar nossa alegria de vida em nossos braços juntos, a doula estava ali  para preparar a sala, amenizar as luzes, tirar qualquer coisa suja e bagunça do parto, e tudo aquilo depois do parto que nenhum de nós nem poderíamos pensar. Enquanto o médico ou parteira (nós tivemos os dois independente do parto) estava lá para lidar com tudo que é técnico, para checar a saúde de ambos, a doula estava lá para confortar, ajeitar, e diminuir o caos das nossas vidas  e nos deixar de verdade experienciar aqueles primeiros momentos do nosso precioso tesouro.

Homens pensam em custos, finanças, as coisas difíceis da vida. Se eu tivesse que dar um conselho a um pai sobre o novo bebê: Pague por uma boa parteira/médico, pague por uma boa doula, tenha certeza que a sua esposa está confortável com os dois e passe vaselina no bumbum do bebê até uma semana após o nascimento (mecônio foi um verdadeiro trauma até eu aprender este truque) 🙂 “

Texto retirado do site: ‘‘Citizens for a Midwifery”
Traduzido por: Cristina Melo (Doula)

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