Novo documentário produzido por Letícia Campos Guedes, Amanda Rizério, Nathália Machado Couto e Raísa Cruz, como trabalho de conclusão de curso de Direito da PUC de Brasília.

Vale ressaltar que a prática de Violência Obstétrica consiste não apenas de atos de violência física e/ou moral, mas também do abuso de intervenções rotineiras, e não necessárias, como EPISIOTOMIAS de rotina, INDUÇÃO com OCITOCINA de rotina (e não em casos específicos), proibição da presença do ACOMPANHANTE, parto em posição SUPINA (ginecológica), pressão fúndica uterina (KRISTELLER), fórcipe sem indicação precisa, CESARIANA desnecessária, SEPARAÇÃO da mãe/bebê logo após o parto…

E o termo VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA também se aplica a anestesiologistas que agridem parturientes (empurrar na maca e debochar da necessidade de anestesia são um exemplos típicos), pediatras que adortam condutas ultrapassadas durante a recepção dos recém-nascidos, como ASPIRAÇÃO de vias aéreas de RN saudáveis, enfermeiros e obstetrizes que replicam práticas médicas obsoletas, staff hospitalar que não respeita privacidade e não garante dignidade à mulher em trabalho de parto.

O documentário é mais um chute no estômago da nossa sociedade intervencionista e cesarista.

(Texto escrito pela Dra Carla Andreucci Polido)


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