Por Denise Cardoso ( Foto do nascimento de seu filho)

O obstetra ou parteira é o especialista que cuida do desenvolvimento do feto, além de prestar assistência à mulher nos períodos da gravidez e pós-parto. O termo “obstetrícia” vem da palavra latina “obstetrix”, que é derivada do verbo “obstare”, que significa estar ao lado. Se relevada à origem da palavra, a assistência à mulher em trabalho de parto seria de observação e de acompanhamento, auxiliando-a somente quando necessário.

“O verbo partejar (…) significa dar à luz, trazer à vida, dar vez ao outro que, pelo princípio da alteridade, tem o direito de, ao longo da sua história, constituir-se por meio das relações que ele estabelece com seus referentes. De emanar a sua energia particular, produzindo luz própria.” (Acedriana Vicente Sandi)

É fato que as mulheres tem que buscar de volta a liberdade de realização e escolha em seus partos, subordinados em sua imensa maioria à dependência da intervenção médica e hospitalar resultando em milhares de cesáreas desnecessárias. E no mundo da humanização se dá a isso o nome de EMPODERAMENTO: despertar a gestante para uma atitude ativa e confiante dos processos naturais de parir e nascer.

Para que seja possível esse resgate é preciso escolher profissionais que apoiem e encorajem a sua autonomia ao assistir o seu parto. Muitas vezes, essa assistência deve ser “invisível”, somente estar ao lado, acompanhar e deixar que a mulher viva à seu modo único a experiência transformadora e linda que é o nascimento.

Para ilustrar belamente o significado e a importância de empoderar-se e estar acompanhada de profissionais que respeitem o parto de cada mulher, posto dois vídeos emocionantes de parto. O nascimento da quinta filha de Rosana Oshiro que edita o blog Empoderando e o nascimento de Thales, segundo filho de Lívia Benetti, ambos partos domiciliares. É ver essas imagens, ler estas palavras, sentir com o coração aberto e tirar suas próprias conclusões!

Nascimento do Thales – Parto Natural from LiviaBenetti on Vimeo.


“Seja eu!

 Seja eu! 
Deixa que eu seja eu
E aceita
O que seja seu” 

Marisa Monte

Fonte: http://jardimdeom.blogspot.com/2012/02/sobre-empoderamento-e-invisibilidade-da.html


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