Antes de ir para maternidade

Antes de ir para maternidade

RELATO DE PARTO – EU NÃO PARI, EU NASCI.

E minha gravidez começa muito antes de eu sequer começar a pensar em engravidar.

Eu dizia que não queria ter filhos agora… mas no fundo eu já sabia que queria.

Sempre foi nosso desejo como casal ser pais e planejávamos isso mais a frente. Mas eu nunca quis um parto normal. Meu marido que queria e dizia que era o melhor pra mim e para o bebe. Respeitando a opinião dele, resolvi pesquisar sobre o assunto, pelo menos pra ir trabalhando a minha mente e não fechá-la para essa ideia.

Até que, nas buscas, achei o site da Cris e foi amor a primeira (vista) lida. Ler todos os relatos de partos e ansiar pelo próximo post com mais relatos já revelava que eu estava mudando de ideia.

E daí que eu, antes de engravidar, já pedia pra Cris pra entrar no grupo dela ksksksksks O grupo de apoio das doulandas da Cris.

Sonho meu né?! Sabia que não seria possível, mas não custava tentar ne minha gente?! Hahaha

Adicionei a cris no face e de vez em quando deixava alguma dúvida que eu tinha e ela me respondia. E não só ela, com a Carol fotografa foi a mesma coisa. Muito antes de engravidar já tinha entrado em contado com ela. E assim, criamos um vínculo muito gostoso! Não troco por nada! A mesma coisa com o dr Fernando quando finalmente descobri através de uma amiga que ele atendia próximo ao meu serviço e melhor ainda! Atendia pelo meu convênio! Lá vou eu metida marcar uma consulta! RSS

Foi até engraçado, que assim que entrei no consultório, o Dr Fernando diz “Então Juliana, no que posso lhe ajudar?”

E eu, na minha santa cara de pau, digo “eu só vim lhe conhecer”

Kkkkkkkkkkkkkkkkk

É gente, eu fiz isso hahaha

Mas expliquei que já queria trocar de GO e que pretendíamos engravidar. Eu sabia que minha GO era cesarista, que por mais que ela apoiasse o parto normal eu ia acabar na cesária pq ela colocaria algum impecílio. No fim da minha consuta com o Dr Fernando, ele me diz “então tá! até o pré natal!”

E aí que tudo certo pro meu tão sonhado parto! Já tinha médico, doula e fotógrafa e apoio do marido muito antes de estar grávida. Até o dia que tivemos nosso positivo!!! Até o dia que descobrimos a maior de todas as ansiedades, era uma gestação gemelar! Dessa descoberta, contamos aqui, aqui e aqui.

E aí que ninguém tirava mais essa ideia na minha mente de um parto humanizado, da presença de uma doula, mesmo sendo gêmeos, trigêmeos e quadrigêmeos haha. Se tinha gente que me chamava de louca e corajosa por estar grávida de dois (oi?) imagina se eu dissesse que queria parto normal, seria internada num hospício rsss. No início fui conversando com o marido, ele não via necessidade nenhuma de termos uma doula. Mas fui bem clara que se ele desejasse ter um parto normal, teria que ser assim. (Porque não era do buraquinho dele que ia sair ne?!) Não me imaginaria sozinha nesse momento. Por mais que ele estivesse do meu lado, ainda era diferente, eu sabia que era. Era novidade pra ele também. Sendo que a doula não, ela saberia, me entenderia, me ajudaria a ver e saber se estava perto ou não e que eu poderia chegar lá. Sem ela, tenho certeza que eu desistiria na primeira contração haha

Conversei com algumas pessoas sobre a presença da doula e TODAS me falavam “ai ju, não precisa gastar dinheiro com isso, meu parto foi super tranquilo e bla bla bla..” Ou seja, nunca mais conversei com ninguém sobre isso. Pedi ao marido que ficasse entre a gente, até porque, a opinião de outros não mudaria a minha. Só estava disposta a falar sobre o assunto com quem realmente quisesse saber e conhecer esse trabalho.

E daí começou nossa expectativa quanto ao parto. Todos nós. Digo, doula, médico, eu, marido, a fotógrafa Carol e as meninas do grupo de doulandas da Cris (que daí finalmente eu entrei no grupo ne! uhú!). Não que os outros não tivessem, mas nós éramos os mais ansiosos pelo parto gemelar humanizado. Era um sonho pra mim que, infelizmente, vi saindo pelo ralo. E isso foi o que mais mexeu comigo.

Eu sempre disse que não queria me sentir culpada por nada, principalmente por serem dois.

Não queria me sentir culpada se tivesse que dar complemento, chupeta, cesária, creche, o raio…mas..acontece que nem sempre é assim. Nem sempre por sabermos que “pode acontecer” “você já estava ciente disso” não nos faz não sentir as coisas, sempre digo isso.

Algumas semanas antes, comecei a ficar muito inchada. Minha pressão começou a se alterar. Eu não estava tão preocupada, visto que, sempre tive minha pressão baixa. Mas eu sabia que gestação é uma caixinha de surpresas. Tudo pode mudar do dia para a noite. E basicamente foi isso que aconteceu comigo. Dr Fernando pediu um exame de urina e foi confirmado a pré-eclampsia. Mesmo nos Ultrassons mostrarem que eu não teria.

Eu já imaginava que eu estava com a pré eclampsia antes mesmo de fazer o exame. E por isso, muito antes de fazê-lo comecei a fase, que hoje entendo como o Luto do não parto. Durou 4 dias ou um pouco mais. Dias que eu não conseguia pensar em outra coisa a não ser de uma situação que não estava nos planos, e pior que isso, que eu nada poderia fazer pra mudar. Algo que chamamos de ‘situação que foge do seu controle’ e isso pra alguém que ama planejar tudo, é frustrante.

Eu não sabia o que pensar, no que acreditar, em quem acreditar, no que fazer, será que realmente não há o que fazer? Busquei outras opiniões, tentei, mas não deu. Até a presença da doula nesse momento, passou a ser uma sombra pra mim. Mas eu entendo o lado dela de que ela teria que me alertar, me dizer que a pré eclampsia não era indicação de cesária, eu entendia isso. Queria que alguém me dissesse “Ju, não tem outro jeito” Mas por mais que me dissessem, eu não queria acreditar nisso. Doía muito.

Me permiti chorar, colocar tudo pra fora. Eu dormia chorando, passava o dia chorando. Não queria conversar com ninguém sobre o assunto. Nada mudaria. Saiu o resultado do meu exame e confirmou o que eu já sentia. Mando o resultado pra Cris e imediatamente ela liga pro Dr Fernando pedindo que ele olhasse meus exames e ficamos aguardando. Uma ansiedade sem fim. Cris acreditava que poderíamos induzir o parto. Afinal, não era indicação de cesária, ela me repetia várias vezes isso. Eu sempre tive medo da indução, confesso. Não é algo natural pra mim. Se tratando de um parto gemelar, corria um risco do útero já estar super estendido e aí mesmo complicar as coisas. Mas uma coisa eu sabia, risco eu já estava correndo. Mas mesmo assim, eu ainda me sentia sem saber o que fazer.

Quis opinião de outros médicos, passei um dia inteiro tentando outras consultas. A médica que eu super queria conversar, trocar uma ideia pessoalmente, estava de férias. A outra, só tinha vaga para a semana seguinte, mas não me restava mais tempo!! E fui me desanimando cada vez mais! Expliquei a situação pra secretária e ela prontamente anotou meu número e tentaria uma vaga no dia seguinte, mas para o final da tarde. Ok, já era algo! Liguei antes para ver se ela tinha visto algo, mas nada ainda. Daí que nessa mesma terça de noite, o Dr Fernando me liga todo carinhoso: “Ju querida..eu vi os seus exames agora” Pronto! Eu já sabia! No fundo eu já sabia e só de ouvir a voz dele me explicando os motivos do porque ele achava que seria mais viável uma cesária e interrompermos a gestação foi o suficiente só para continuar ouvindo e mal conseguir dizer “aham” pra tudo que ele me explicava, enquanto eu segurava meu choro. Ele não estava errado. Eu o entendia também. Eu aceitei também. Mas e tudo o que eu sonhei? E tudo o que eu planejei?? Tudo que queríamos era saber o dia que os meninos escolheriam para nascerem! Tudo que eu queria era poder entrar em trabalho de parto! Sim, eu queria sentir a dor que ninguém quer sentir! E nem isso eu poderia me permitir saber. Me doía muito…

E eu apenas trancando meu choro ao ouvir meu médico pelo telefone. Ele sentiu minha tristeza, sentiu meu sofrimento, minha dor e minhas lágrimas e eu já tentando esconder o choro até que ele concluiu a conversa dizendo “Não fique triste tá ju, amanhã vai ser um dia lindo! Você vai conhecer seus filhos!” E só de lembrar disso, meus olhos enchem de lágrimas. Porque por melhor que seja esse momento realmente, a tristeza ainda fica marcada. Acho que sempre vai ficar…

Marido entrou em êxtase! “Como assim? Amanhã?!!!” Andava de um lado pro outro sem saber o que fazer, por onde começar.

Nos preparamos tanto pro “de repente” “bolsa estoura” “contrações” “corre pra maternidade” e… tudo muda.

Se conseguíssemos nosso parto normal humanizado, não iríamos falar pra ninguém. Não sabíamos quanto tempo iríamos ficar em trabalho de parto e sabíamos que isso só geraria ansiedade aos que ali estivessem presentes. Tanto que quando dr Fernando confirmou o nascimento dos meninos para a manhã seguinte o marcos me olha e diz “e agora? O que a gente faz? Contamos pro pessoal?!”

Eu digo dando com os ombros, meio que tanto faz…e disse “…não vejo porque não, já está marcado mesmo….” né?!

Não teria motivos pra privar a família desse momento sendo que teria hora pra tudo. E assim fizemos. Ligamos pros familiares e eu passei o resto da noite chorando. Deu meia hora e minha casa estava cheia de gente. Meus familiares vieram, alguns amigos que considero da família também. O que sinceramente, foi ótimo. Enquanto eu tomava banho e terminava de fazer os últimos preparativos eu ouvia do banheiro todos extasiados, pois, FINALMENTE vão conhecer os meninos! Ninguém acreditava que seria no dia seguinte!

Ouvir e ver toda essa expectativa foi algo que foi me acalmando o coração. Tentei deixar mais a tristeza de lado e focar na alegria do momento, na alegria da família ao esperá-los. E tê-los ali,  meus familiares, naquele momento difícil pra mim, foi bom, afinal, distraí a mente. E parei de chorar, ao menos, enquanto estavam ali em casa.

Pedi a minha mãe que viesse fazer uma escova no meu cabelo e a Cris super me apoiou. Alguma vantagem tinha que ter em estar com horário marcado kkkk Só de raiva me aprontei, cuidei de mim, pra ao menos estar mais arrumadinha rs

Bom, minha preocupação mesmo era de ter uma depressão pós parto, por isso, me permiti chorar o que tinha que chorar, ainda que depois que todos foram embora. Marido deitou comigo no sofá, me consolava, dizendo que também acreditava ser o melhor. Ele também estava com medo e queria que nós três ficássemos bem, saudáveis e com ele.

Chorei até pegar no sono.

Acordamos as 5h30 da manhã e nos arrumamos. Eu tomando banho ainda conversava com os meninos que eles podiam nascer naquele momento rsss Pq se eu entrasse em trabalho de parto ao menos, seria perfeito! O marcos antes de sairmos ainda falou com eles também, mas….puxaram a teimosia pra mão só pode! Não queriam nascer hahaha E tanto que eu ouvia “não vai passar das 32 semanas ein!!! Gêmeos sempre nascem antes!!” tá aí, faltando um dia pra completarmos 38 semanas e eles no bem bom. RS

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A caminho da maternidade. (Olha meu inchaço!!)

As 6h30 saímos e fomos buscar a Cris em casa. Estava muito frio. Mas eu nem sentia tanto. Acordei me sentindo bem melhor. Tentei não tornar aquele dia em que eu iria “parir” duas vidas em algo triste, pois, independente da forma como que viessem, não era um momento para ser triste. Tanto esperei em gerar uma vida, estaria tendo o privilégio de conceber duas novas vidas, todos estavam felizes, embora não fosse da forma como queríamos, mas porque ficaria triste? Curti. Curti a expectativa. Curti estar ali. E logo chegaria minha vez. E logo eu conheceria meus filhos, meus tão amados e esperados e sonhados filhos.

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Ficamos um bom tempo na recepção. Conversamos, nos distraímos, eu, marido, Cris, Carol fotografa, minha mãe e o lip, que é meu irmão emprestado. Foi muito bom tê-lo ali.

Depois nos chamaram e deu aquela ansiedade. Dr Fernando foi até o quarto e explicou ao marcos os motivos que ele achava viável uma cesariana. Bom, já estávamos conformados.

Lembro que dissemos a ele que tudo bem, infelizmente eu não teria meu parto humanizado e que já tínhamos entendido e aceitado. Dr Fernando encosta em mim e disse “Não Ju, você não vai ter um parto normal humanizado, mas a sua cesária será humanizada”. Achei aquilo lindo! Explicou como seria, que pediria para o anestesista abaixar o campo cirúrgico (vulgo pano azul) e deixaria que o Marcos cortasse o cordão umbilical dos meninos. A Cris ainda perguntou se poderia tentar tirar os meninos empelicados (dentro da bolsa), e ele disse que sim, que poderíamos tentar! Seria inédito! Obviamente me senti muito melhor!

Só conversamos mais um pouquinho, dei as primeiras roupinhas pra enfermeira e nos dirigimos à sala de cirurgia.

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O Anestesista, super querido, assim como todo o pessoal da equipe, todos sorridentes e animados por se tratar de um parto gemelar.

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Quando troquei de roupa acho que perguntei umas 10 mil vezes quando o marcos entraria. Gente, dá um medo de começar e o marido não estar ali!!! Eles só deixam entrar depois de um certo tempo, quando tudo estivesse pronto, mas isso é angustiante, pra mim não deveria ser assim, emocionalmente falando. Queria que ele estivesse ali, principalmente no momento da anestesia. Mas fiquei feliz e tranquila por não estar sozinha e ter a Cris ali comigo. Na hora, me abracei nela, pra ficar parada e quando eles dizem “não se mexa” acho que meu Deus, você congela. O medo é grande de uma mosca te distrair. Esse foi o primeiro momento que a presença da Cris foi primordial pra mim! Se eu tivesse sozinha, eu na sei o que seria de mim. Pois a tristeza, mesmo que por alguns segundos, me invadiu. E ela me deu muita, muita segurança e o apoio que eu não tenho como explicar.

Mas ótimo também, foi o anestesista dizer que ia doer menos que a picada do braço. Realmente! Ufa! Mas quando ele ia aplicar, perguntei se ele ia avisar hahaha E naquele momento que ele diz “vou aplicar ta bom?!” não aguentei e comecei a chorar..

Chorei de tristeza por estar passando por aquilo e como eu queria meu marido ali, abraçado comigo. (mas você foi ótima Cris! xD) E meus olhos enchem de lágrimas novamente ao escrever isso. E quando me deitam, pergunto de novo quando o marcos vai entrar e a Cris me tranquiliza dizendo que ele já tava vindo.

Eu fiquei ali, esperando terminarem os preparativos. O marcos entra e a Cris sai do meu lado pra ele sentar ali, segurando a minha mão no lugar dela. E dava de ver um medo no olhar dele. Ele tava preocupado comigo. Ouço os preparativos pra cirurgia começar e me bate outro medo “Carol cadê tu?!?!” hahaha “to aqui Juuu!!” ata… hahaha Bom, estou completa e começo a olhar aquelas luzes e eu numa tremedeira sem fim. Disseram que era normal. Mas tudo bem, já sou acostumada a tremer, sou muito friorenta hehe

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Olhando pro alto, começo a imaginar o choro dos meninos e aí mesmo que me emociono. Me seguro pra não chorar da mesma forma incontrolável que eu me tremia. Foi uma mistura de sentimentos muito grande.

Dr Fernando entra e dá oi pra todo mundo. Todos muito alegres. Realmente é como dizem, é um falatório, eles conversam de tudo, de jogo, disso e daquilo, o que sinceramente? Não me incomodou nem um pouco! Como disse o Dr Fernando depois, “sala de cirurgia em silêncio, só com o barulhinho de “Tu Tu Tu..” é sinal de que há alguma coisa errada”, então, que bom que todos estavam conversando ne?! rss No fim da cirurgia até disse pro dr Fernando fazer uma tatuagem bem bonita! E ele diz que ia fazer uma do Atlético hahaha

Ele lembra ao anestesista que é pra abaixar o pano assim que ele desse o comando.  E de repente escuto “Prooonto..e lá vem o Vinícius, pode baixar o pano fulano!” e ergui minha cabeça e vejo, meu primeiro filhinho lindo, aos berros, coisa mais linda e divina nascendo! Choro muito! É algo inexplicável!

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Dr Fernando chama o Marcos e diz pra ele cortar o cordão e lá vai, o papai meio sem jeito e corta o cordão. Uma pena não dar pra esperar parar de pulsar, mas acho que já conseguimos algo grandioso! Privilégio de poucos.

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A pediatra pega ele e me traz, encosta ele no meu rosto, mas encosta de verdade! Beeem no meu nariz!! Achei muito querida, pois senti aquele rostinho quentinho, do meu filho, aquele cheirinho único.

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A pedi diz que está tudo ótimo com ele e que já o traria de novo pra mim. Mas não podia demorar porque tinha o outro. E ela sai com ele e escuto o choro dele lá de dentro. E começamos a nos preparar pra vinda do segundo. Esse demorou um pouquinho mais…a sala ficou em silêncio e o papai ficou tenso. Pois só se ouvia o barulho do “tu ..tu…tu..” Eu estava tão concentrada no choro do vini que pra mim foi super rápido a vinda do Du. Voltei minha atenção pro nascimento, quando o dr Fernando diz que o Eduardo tava atravessado. Pegou o pé primeiro e depois o puxou pelo bumbum. E assim nasceu meu caçulinha, com a bunda virada pra lua! Ou pras luzes! Haha

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A pediatra também me trouxe e disse que estava tudo ótimo com ele e já o traria pra mim! Dei um xero no meu pequeno e lá se foi ele.

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Cris perguntou se o Marcos queria ir lá com eles e achei a coisa mais amorosa do mundo, marido olhar pra mim e perguntar “quer que eu fique com você nega?!” logicamente não o privaria desse momento tão especial de ficar com os filhos nos primeiros minutos de vida. Além do mais, eu estava bem e a Cris ficou comigo.

E também rolou aquela expectativa de quem tava do lado de fora né!! Amei essa foto! A mãe e o Lip sem saber o que tava acontecendo e ansiosos pra ver os meninos!!

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Bom, após a saída dos meninos, continuaram e terminaram os procedimentos e dr Fernando conversou comigo colocando a cara por cima do pano, bem divertido. Depois fiquei conversando com a Cris sobre face e outras coisas bobas haha ainda bem, porque de uma hora pra outra a sala ficou vazia. Parece que te abandonam ali e tu não sabe mais o que vai acontecer.

E daí a gente vê mais ainda a importância da Doula, que me deu muita segurança e me fez muita companhia. Bem provável que eu me sentisse perdida em vários momentos. Principalmente, os que eu não pudesse ter meu marido do meu lado. Uma coisa não substitui a outra, e julgo que os dois foram importantíssimo pra mim. Eu tava tão perdida que quem me orientou em muitas coisas também, do que fazer foi a Carol kkkk Ela tá super acostumada então já sabia dos procedimentos também.

Vinícius (2.560 kg)

Vinícius (2.560 kg)

Eduardo (1.890 kg)

Meus homens!!

Meus homens!!

Minha família!!

Minha família!!

Obrigada Meu amor!

Obrigada Meu amor!

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Fomos pra um corredor aguardarmos irmos para o quarto. A Cris e a Carol ficaram comigo, o marcos e os meninos por um tempo. Marcos segurando os dois nos braços e a Cris diz “quer que eu segure um Marcos?” ligeiramente o pai responde “não não! Tá tranquilo!” e a Cris disse que se ficasse pesado que ele avisasse. Obvio que o papai não quis largar seus meninos! Eu que tive que pedir um depois hehe

Infelizmente, me tiraram o Eduardo, pois ele estava com hipoglicemia, então, teve que ficar por 4 horas tomando glicose. Me senti mal por não tê-lo colocado direto no peito assim que esteve comigo, eu não imaginava que ele não ficaria com a gente. Então, só o Vini ficou conosco e já foi pro peito, pra ir se acostumando e irmos nos conhecendo. Algo incrível também.

Fomos nós três para o quarto e aquele sentimento de que “está faltando alguém”. Chegamos no quarto e estava cheio de gente! Um sol lindo entrando no quarto e eu ainda estava super bem!

Todos perguntando do Eduardo e todos curtindo o vini. E aquelas 4 horas que pareciam não ter fim e eu queria logo nosso pequeno com a gente. Não me avisaram que demorariam 4 horas então, fui algumas vezes, me arrastando literalmente até a recepção pra perguntar se ele ia demorar muito. Mas finalmente, finalzinho do dia ele foi para o quarto e se juntou novamente ao seu irmão e a nós!

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E esse dia foi assim, emocionante, especial e é incrível que já se passou mais de um mês. (De quando eu escrevi né rssss)

Só tenho a agradecer a equipe que estava bem empolgada com o nascimento dos gêmeos, o cuidado que tiveram com a gente!

Aos meus familiares que ali estavam na expectativa tanto quanto a gente!

Ao meu pai que veio ficar aqui por um tempo para acompanhar o nascimento dos seus netos!

A minha mãe que ficou ali junto com o Lip durante todo o tempo. Lip, muito obrigada por ter ido! Você foi muito importante, como sempre, ainda mais ali, assim como toda a família que ficou esperando notícias e me ajudaram muito a passar por esse processo.

Aos amigos queridos!

A equipe do ilha, que se demonstraram atenciosos e cuidaram muito bem de nós!

Ao Dr Fernando que buscou o melhor para nós.

A Cris, que fez de tudo para que eu pudesse realizar um sonho, buscou informações e foi atrás para que fizéssemos tudo de forma mais consciente e tranquila possível.

Ao grupo de doulandas, suas lindas! Se sou uma mãe melhor é graças a ajuda e apoio de vocês!

A Carol, nossa fotógrafa, nossa amiga! Na hora da cirurgia pergunto “cadê a Carol?” Não estava preocupada com as fotos (sei que ela dá conta do recado), senti falta foi DELA mesmo!

Kalú, meu lindo pet, que morri de saudades durante cinco dias intermináveis na maternidade. Cheguei a sonhar com ele quase todos os dias! E ao chegar em casa, não contive minha lágrimas de emoção ao vê-lo.

Ao meu amor, companheiro, parceiro, cúmplice e amigo, meu marido, minha vida.

Aos meus filhos, meus presentes, minhas vidas, minha herança dada por nosso amoroso Deus, que não me permitiu parir, mas me permitiu nascer para a vida.

4 - familia

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