Foto do google

Foto do google

Às vezes a natureza se manifesta de forma bastante ilógica, e porque não dizer, injusta. Bebês deviam nascer e viver muitos anos até se tornarem adultos e velhinhos. Embora essa seja a regra, infelizmente existem as exceções. Pode acontecer de um bebê ter sua vida estranhamente interrompida ainda dentro do útero materno. Essas situações são raríssimas, especialmente no terceiro trimestre, quando o corpo está todo pronto, só faltando o amadurecimento do final dos órgãos. 

Aqui vão algumas perguntas frequentemente feitas quando isso acontece: 

1) Porque ele/ morreu?

Se nada foi verificado nos exames, se tudo estava bem, é muito difícil descobrirmos a razão. Pode ter sido um acidente do cordão umbilical, um problema metabólico raro, ou formou-se um trombo que interrompeu o fluxo de sangue para o bebê. Enfim, após o nascimento pode até ser feita a necropsia, avaliação superficial, exame anatomo-patológico da placenta, mas a verdade é que a maioria desses óbitos não são esclarecidos.

 2) A mãe pode ter causado isso?

Não, tirando situações específicas como por exemplo uma fortíssima intoxicação, de modo geral o sistema bebê/bolsa/cordão/placenta/líquido é todo auto-equilibrado, quase um sistema fechado e inviolável. Quando ocorre um desequilíbro nesse sistema fechado, foi um caminho do bebê, não da mãe. Mesmo que não consigamos descobrir porquê.

 3) Era possível se evitar?

Não, nos casos em que não houve complicação de pré natal, esses eventos são totalmente aleatórios, raros e de surpresa. Não tem como saber que algo está acontecendo.  

4) Isso vai acontecer novamente?

Pouquíssimo provável. O risco continuará sendo o mínimo, muito pequeno, muito raro. Com exceção de algumas raras patologias, não há essa “tendência” de perder bebês no final da gravidez. 

5) Não é melhor fazer uma cesárea então, para se livrar logo do problema?

Não. A cesárea sempre adiciona risco à vida da mãe. Além disso, é uma marca eterna no corpo. As gravidezes seguintes têm mais risco, o útero pode se romper, as aderências podem dificultar a vida normal. Pode haver infecção, e na cesárea ela se disseminar pelo corpo da mãe. Após a cesárea, são semanas de dor e lembranças da cirurgia, que sempre remeterão à morte do bebê. No parto normal, quando acabar, acabou, encerrou o ciclo, fechou.

 6) O que é melhor, induzir o parto tão logo se saiba da notícia, ou aguardar entrar em trabalho de parto?

De forma geral, se mãe não tiver problemas de saúde e os exames de sangue estão bons, é possível esperar até que o corpo esteja pronto para atravessar o processo do parto. Esse tempo pode ser muito útil, para que os pais possam voltar para casa e digerir a notícia, começar o processo de luto, chorar o que precisarem chorar. Os pais precisam de tempo! Às vezes toda a família precisa! A indução pode levar 24h, 48h até 72h para se transformar em trabalho de parto e parto. Um parto espontâneo demora 6 a 18 horas. Passar pelo parto com a notícia recém recebida faz com que o sofrimento se potencialize.

 7) Quanto tempo dá para esperar, depois de recebida a notícia?

Em geral em alguns dias a mãe entra em trabalho de parto, mas pode demorar algumas semanas. O médico poderá solicitar algum exame de sangue para verificar que a mãe continue saudável. Caso haja alterações, a indução será sugerida. Essas alterações são raras, porque o sistema fechado da bolsa mantém o bebê intacto, lacrado, sem bactérias. Não há um aumento de risco de infecção. O útero está fechado e protegido.

 8) Mas tudo o que está no útero não vai se estragar?

Não, tudo fica intacto, se não houver infecção. Se houvesse, os exames de sangue e febre materna apontariam. 

9) Mas como ter um parto normal se o bebê não vai ajudar?

Após a morte do bebê, ele tende a ficar mais molinho, perder a rigidez, o que facilita muito o nascimento. A força das contrações uterinas é suficiente para empurrar o bebê pelo canal de parto. 

10) A mãe pode tomar anestesia no parto normal?

Sim, sem dúvida é uma opção, embora o processo natural também possa trazer muitas vantagens, é fato que algumas mulheres precisem dessa ajuda tecnológica, que deveria estar disponível.

 11) Não seria melhor nem mostrar o bebê para os pais?

De forma alguma! O que os olhos não veem, a mente imagina, cria, piora, transforma, fantasia e piora. A realidade é sempre a melhor versão dos fatos. Os pais precisam guardar uma imagem real e concreta do bebê e mesmo sem que as pessoas sugiram, eles sempre procuram ver no bebê as partes mais lindas. Os pais não são obrigados a olhar, mas deveriam ser convidados, e caso recusassem, poderiam ser convidados novamente mais tarde. Mesmo o mais resistente dos casais, em algum momento eles querem ver seu bebê. 

12) O que acontece depois que o bebê nasce?

Do meu ponto de vista, apesar de toda a tristeza envolvida, é importante lidar com naturalidade com essa situação. Os pais amam aquele bebê e querem vê-lo. O bebê pode nascer, ser protegido por tecidos e entregue aos pais para que eles possam abraçar, olhar e chorar o que precisam. Os pais podem querer ver as partes lindas de seu bebê, os pés perfeitos, as mãos, unhas, narizinho, orelhas. Para os pais, é o bebê deles. Portanto é importante tratar como um bebê que viveu lá dentro. Temos que honrar essa vida, ainda que curta. O ideal é oferecer o bebê imediatamente, e aceitar tanto que eles queiram, quanto que eles não queiram ver imediatamente. É importante respeitar as primeiras horas para que eles tenham todo o tempo do mundo para estar com o bebê, ver, olhar, sentir e chorar. Eles podem querer vestir, enrolar em alguma manta especial, rezar ou fazer algum ritual específico que faça sentido para eles. O bebê não pode ser levado do quarto enquanto os pais não estiverem prontos para se despedir. Alguns pais gostariam de ter uma foto do bebê, sozinho ou os três juntos. Não se espante, apenas faça o que eles pedirem. Respeitemos sempre a forma como cada um encara suas perdas. Todas são legítimas, todas fazem sentido.

 13) E os profissionais? O que acontece se eles se emocionarem?

Não tem problema se emocionar. Não tem problema chorar junto. Não tem problema. Profissionais são filhos, são pais, tiveram suas próprias histórias. Eles sofrem também e isso não é errado. Os pais enlutados não esperam que as pessoas ao redor não chorem. Eles apenas esperam que as pessoas os ajudem a atravessar essa difícil ponte da despedida mais significativa. 

14) O que acontecerá depois que os pais se despedem do bebê na sala de parto?

Depois disso o corpinho seguirá o caminho mais burocrático, do serviço funerário, cremação, enterro. O pessoal do hospital orienta a família. 

 15) A mãe deve ir no enterro/cerimônia de cremação?

Se ela estiver bem, ela pode querer ou não querer. Não tente influenciá-la. Respeite a sua decisão. Dificilmente o pai escapará de encarar a parte burocrática, infelizmente. E isso inclui o enterro ou cerimônia de cremação.

 16) A mãe pode engravidar novamente um dia?

Sim, quando ela se sentir pronta para encarar a maternidade novamente, especialmente se ela teve um parto normal. Esperemos que os profissionais responsáveis pelo parto não tenham feito episiotomia ou fórceps, claro. Primeiro porque não há razão para ambos. Segundo porque a recuperação será infinitamente mais rápida. No entanto é bom lembrar que um bebê não substitui outro. É importante que se encerre o ciclo do luto antes que se comece outro ciclo de vida. O luto pode levar de alguns meses a alguns anos.

 Esse texto foi escrito em memória à Rosa, que viveu 37 semanas e era linda. E tinha dedos longos e pés pequenos. E que era a cara da mãe dela. Foi escrito por inspiração pela integridade emocional de seus pais, que me permitiram participar desse triste momento, onde pudemos também, porque não, rir juntos, chorar juntos e ter esperanças juntos. Que eles possam superar essa perda e continuar assim tão lindos e tão íntegros.

 Ana Cristina Duarte

Obstetriz

PS: nos EUA há uma organiza,ão que chama “now I lay me down to sleep” de fotógrafos profissionais, voluntários (100% gratuito), que registram este momento único na vida da família. Será a única chance de preservar em imagens a união da família com a criança. As fotos são lindas, tristes e intensas. Eis o site do grupo:

https://www.nowilaymedowntosleep.org/

 

 


41 comentários

Jenifer Grossi · 11 de junho de 2013 às 18:02

Passei por isso Miguel morreu dentro de mim com 34 semanas mas só descobrimos com 35 induziram o Parto , só vi ele quando nasceu pq não teve tempo de me levar pra sala de parto então foi no quarto mesmo enquanto pegavam a tesoura pra cortar o cordão pude ve-lo mas bem pouco pq logo a enfermeira o levou . Tive alta na manhã seguinte . Depois de 4 meses engravidei do Davi Miguel e em busca de ajuda psicológica achei seu blog onde pude ler e entender muita coisa graças a vc tive PN não tão natural possivel pq precisei de anestesia não me senti preparada psicológicamente mas deu tudo certo hoje Davi tem 1 ano e 6 meses e me sinto realizada .. Vc é um anjo Cris

Cris Doula · 12 de junho de 2013 às 14:20

Oi linda, meus pêsames, e fico feliz que tenha dado tudo certo no final! Mil bjs

Flaviana · 12 de agosto de 2013 às 11:35

Ei Cris…Adorei seu blog….Eu perdi minha bb ja com 9 meses na hora de ganhar..com 8 cm que o dr ja sentiu ela pra nascer..ele saiu e voltou e batimentos cardiacos tinham parado….foi um tsunami …queriamos morrer ali com ela..e eu nao deixar ela sair..foi terrivel.
Sofri violencia obstretrica em outro hospital ( manobra de ….esqueci o nome) , ai fui pra outro hospit e ganhei ela…so penso que talvez vira medos em outra gestação e talvez eu nao consiga PN de novo e apesar de td…corro de cesaria. nao sei como pensar nisso ….Perdi a manuh em 17/07/2013.

Cris Doula · 12 de agosto de 2013 às 18:05

Nossa Flaviana, meus pêsames!!! Lamento muito que isso tenha acontecido a vocês!! Será que não vale a pena processar o médico e hospital? Bjs

Manuelly borges · 5 de novembro de 2013 às 11:28

Cris, eu tbm tinha um Miguel perdi ele com 16 semanas, não sentia nada era uma gestação tranqüila, um ultrasson rotineira detectou que meu Miguel estava morto, a dor é imensa, eu estou no meu 5• dia de luto, quero muito conseguir passar por essa pancada que levei, pois tenho um marido e uma filha que precisam de mim, o parto de Miguel foi parecido com o seu. Ele era tão lindinho, peço a deus que tente preencher esse vazio logo. Pois doe, uma sensação de perda, vazio que vc não foi boa insuficiente para sentir o que se passava com ele o grande problema que o sentimento de culpa Me acompanha. Só que peço para deus mandar meu Miguel de volta para mim.

Cris Doula · 5 de novembro de 2013 às 22:15

Força Manuelly!!!!! Forte abraçO!!

Silvio Tsuyoshi · 27 de março de 2016 às 7:47

Estamos passando por isso nesse exato momento. Nosso bebêzinho na vigésima quinta semana de gestação faleceu. Estamos passando agora pela angústia de aguardar que a indução do parto faça efeito.
Estamos no hospital, hoje é o quarto dia e ainda não entrou em trabalho de parto.
É uma dor muito grande e eu como pai preciso ser forte para dar apoio à minha esposa, que sofre por dois. Está sendo, de qualquer forma, um grande aprendizado para os dois, fortalecendo a nossa união e nosso amor.
À todos que venham passa por isso, deixo um conselho apóiem-se um ao outro. É a única forma de seguirem em frente. Mesmo com amigos e parentes junto com vocês, vocês se sentirão sós.
Perdi meu pai há exatos 6 meses, na mesma semana descobrimos que ela estava grávida. Ele partiu sem ter essa notícia, e agora minha dor dobra, mas ser forte é dever do pai e estar ao lado da esposa neste momento mais difícil de suas vidas. Esqueça de você e cuide de quem vem carregando o que era felicidade e agora é pura dor.
Boa sorte na próxima e fiquem com Deus.

Cris Doula · 28 de março de 2016 às 18:07

Silvio, lamento muito por essa perda. Acompanhei um parto como o de vocês há alguns meses, e vivi de perto como é difícil porém como é importante passar por esse processo. Espero que logo vocês possam se despedir do seu bebê, com muito amor. Aproveitem cada segundo. Tirem fotos. Peguem no colo. Não deixem de fazer essas coisas. Abraço forte.

Quitéria leite · 21 de abril de 2016 às 8:36

Bom dia! Perdi minha bebe em nov – 2008, de 39 semanas, estávamos aguardando a bolsa romper, td sob controle, comecei a ter contrações fortes na madrugada, liguei para meu médico ele estava no plantão e pediu para eu ir, fui… e chegando lá a triste noticia q não ouvia o coração…e meio as contrações ela nasceu…e sem vida… foi mt triste, já se passaram 8 anos, depois disso tive outra bb, mas nunca, jamais uma substitui o outro, meu coração ainda dói e a cada vez q lembro é impossivel não chorar, lendo os comentários acima ainda chorei… mas enfim, foi assim. Eu deveria ter a beijado mais, muito mais, tirado fotos, colocado roupinha… me faltou isso, eu não sabia que eu podia, td mt inédito! Bjs a tds e força!

Erivaldo Junior · 29 de junho de 2016 às 23:30

Acabamos de passar por essa situação eu e minha esposa Ingrid, agora dia 25/06/16 perdemos nossa bebê com 34 semana(8 meses) de forma inesperada e inexplicável. Pois foi feito todo o pré natal onde todos os exames deram normais. Quando der repente a bebê parou de se movimentar e quando fomos a maternidade foi constatado a morte de nossa Maria Eduarda, os médicos conseguiram fazer a indicação do parto e apos 5 aplicações do medicamento consegui através de parto normal retirar a bebê. Estamos nos recuperando aínda desse sofrimento e gostaria de agradecer a toda equipe da maternidade prof.José Maria Magalhães Netto, em Salvador em especial ao obstetra Dr. Jesus Rafael Reyes. Que abaixo de Jeová, salvou a vida de minha esposa!!

Cris Doula · 4 de julho de 2016 às 13:26

Lamento MUITO a sua perda!!!

Michelly · 7 de julho de 2016 às 13:11

Estou vivendo agora td esse pesadelo. Perdi minha princesa quase no mesmo dia que vc Erivaldo, e com o mesmo tempo de gestaçao. No dia 24 de junho, um dia antes do meu chá de bebe minha linda Isis morreu dentro da minha barriga, com 34 semanas de gestaçao. Senti uma dor estranha na madrugada dormi de novo e acordei de manha normal…mas ela não mexeu mais…fui para a maternidade a noite… Lá recebi a pior notícia da minha vida!! Não havia mais batimentos… Me desesperei, chorei, gritei mtoooo… Minha filha já era tão amada…tão esperada…td pronto para sua chegada…para seu chá de bebe…. Induziram o parto normal e ele só aconteceu no dia 26 de junho…Qndo ela nasceu só a vi rápido…. Comecei a chorar mtooo… Não a peguei no colo….não fiz um carinho…não bejei minha filha…. Hj me arrependo mtoooo… Mas no momento não consegui! Que Deus tire essa culpa do meu coração. Oq fazer agora com tamanha dor… Faz 11 dias hj do parto…lembro da minha princesa a cada segundo do dia!! Que Deus nos ajude, nos de esperança de novo, pois perdi a minha…

Cris Doula · 16 de julho de 2016 às 23:54

Michelly, lamento muitoo a sua perda. Foi feita autópsia? Sabem a casa da morte da Ísis? Abraço forte

eliane · 15 de agosto de 2016 às 4:00

meu sobrinho iria nascer em outubro ,estou arrasada,minha cunhada sentiu uma dor forte na barriga,e foi n ohospital o bb estava morto,ela estava completando 7 meses,um bb grande que nao parava de se mecher,seria joao victor,ela ainda espera n o hospital o parto normal desde sexta feira,orem por mim

Anacleia costa dos santos · 4 de outubro de 2016 às 16:30

Oi passei por tudo isso ainda não me recuperei estava de 35 semanas no dia 29 maio procurei o pronto socorro sentindo contração chegando lá estava deslatando 2 sentimetro. tomei um buscopam pra dor e em seguida me mandaram pra casa no dia 1de junho voltei novamente sentindo contração já estava deslatando 5 centímetros tentaram escutar o coração dele e não conseguiram fui fa

andrea abel · 26 de outubro de 2016 às 0:23

Foi uma gravidez maravilhosa. Eu me sentia jovem apesar dos meus 46 anos. Nenhum problema de saúde ou mal-estar. Papai tb estava mt feliz. Eu já tinha 2 filhos (20 e 25 anos) e meu marido um de 21. Tivemos uma perda gestacional no 3• mês. Agora teríamos juntos uma menina. A primeira menina. Ana Elyzia. Na eco morfológica ela estava pequeninha, mas perfeita. A leve dieta que havia sido recomendada eu mandei pro espaço, comprei produtos enriquecidos e engordei com satisfação. Eu lhe dizia: “Come meu amor”. Com 26 semanas numa outra eco havia crescido menos. O ecografista me deixou preocupada falando em possível má-formação e excesso de líquido amniótico. Como fiquei nervosa, minha pressão subiu e fui internada com suspeita de pré-eclâmpsia. Mas não se confirmou. No entanto a equipe médica passou a examinar nossa menina. Probleminha no coração e esôfago. Foram 9 dias no hospital. Em casa seria repouso e consultas semanais. Com 34 semanas chegou o resultado da amniocentese. Ela não era down como os drs haviam pensado… Mas tinha uma síndrome: Trissomia do Cromossomo18. A equipe médica ali nos explicando que essa síndrome afeta tanto os órgãos vitais que é raro o bebê sobreviver. Quando ela nascesse seu quadro seria avaliado. Se precisasse de respiradores, teria. Se houvesse condições de operar ela seria operada. Mas não devíamos ficar muito esperançosos pq essa síndrome é incompatível com a vida. Na internet poderíamos até ver alguns casos diferentes, crianças que conseguem viver anos mas são raros com essa síndrome. Tudo depende mt dos comprometimentos apresentados. A equipe médica que durante todo aquele mês cuidara bem da nossa menina, estava visivelmente constrangida em nos passar tais informações. Nao havia mt o que fazer. Bebês com Edwards costumam viver horas, alguns dias, raros vivem alguns meses, e sempre com muitos cuidados. Saímos dali arrasados mas decididos a ter muita fé porque ela estava viva e isso é que importava. Na semana seguinte durante a consulta seu coraçãozinho não estava batendo. Resumindo: Foi feita a Césarea já combinada ( a 3a), e ali viu-se a necessidade de histerectomia (retirada do útero) pois a placenta estava enraizada no útero e eu poderia correr risco de vida. Segundo o dr. foram procedimentos em difíceis. Meu esposo acompanhou a retirada dela (me recuso a chamar de parto ou dizer que nasceu pois ela não estava viva). Vimos nossa filhinha por poucos instantes. Não chegamos a pegá-la. No outro dia papai, a dinda e minha nora, providenciaram o funeral. Não pude comparecer. Perdemos nossa filhinha e todas as chances de ter juntos um filho biológico. Ainda mantemos o sonho de adotar, mas ver aquele serzinho tão lindo, tão perfeita nos deixa uma dor maior. Nos reconhecemos nela. E nunca mais alguém terá aqueles traços que são a mistura dos nossos. Na revisão a dra. falou que ela era tão perfeitinha, sem sinais externos da síndrome que todos se surpreenderam com o diagnóstico. Hj sei que 95% destes bebês vão embora diretamente do útero pro céu.
Hj já li muito sobre essa e outras síndromes e sobre a luta pela vida destas crianças. Alguns realmente vivem um pouquinho mas passam por muitas cirurgias em um curto espaço de tempo. E acabam não resistindo. Vi pais amorosíssimos sofrendo e amando seus pequenos guerreiros. Vi alguns já adolescentes tb, poucos. Minha filhinha não quis participar desta luta. Voltou ao céu. Deixou um imenso vazio em nossas vidas. Estou vendo que neste ano Deus mandou muitos anjinhos pra cá apenas pelo período da gestação.

Cris Doula · 31 de outubro de 2016 às 14:07

Lamento muitíssimo a sua perda!!! Forte abraço!

MIRELA SALES · 9 de dezembro de 2016 às 14:56

Boa tarde,

Me identifiquei muito com a história da Andrea Abel, pois aconteceu comigo igual, tive excesso de liquido amniótico e o Artur estava com a síndrome de trissomia 18, que só foi descoberta bem perto de ele nascer com algumas semanas. Nossa como dói, dia 24 dezembro de 2016 fará 1 ano de sua morte e ainda persiste muita angústia, depressão. Mas, quero muito me livrar desses sentimentos. Só sei que é uma luta diária, passo os dias a espera de algo. No dia da cirurgia para retirada do Artur, o médico me perguntou se eu queria ligar e no auge do desespero disse sim e hoje me arrependo muito. Sou solidária a todas as mãezinhas. Um abraço a todas

Cristiane Moura · 28 de março de 2017 às 0:00

Oi…
Estou neste momento passando por essa dor.
Fiquei viúva ainda jovem com dois filhos pequenos e conheci uma outra pessoa na qual estou vivendo hj em dia e nós muito apaixonados resolvemos ter um filho. Tentamos no ano passado e com 11 semanas sofri um aborto espontâneo. Resolvemos dá um tempo e em outubro engravidei novamente. Fiquei até com medo pelo fato de ter perdido um bebê anterior. Mas depois,com o passar das semanas fui me traquilizando,fazendo o pré natal tudo normal até melhor de quê as outras gestações. Mas semana passada tive um baque muito grande,fui fazer a US morfológica e meu bebê estava sem os batimentos cardíacos. Quase morri junto com ele na sala de imagem. Meu marido passou mal tbm e estamos arrazados. Estava com 24 semanas e ainda carrego meu bebê em óbito no meu ventre e tenho que esperar o trabalho de parto,pois não pode ser induzido por eu ter 2 cesarianas. Isso me causa uma dor,angústia,ansiedade,insônia e uma leve depressão por saber que vou ter um bebê e não poder trazer pra casa junto comigo. Já o amava,cantava pra ele,fazia planos,imaginava como seria. E essa espera me deixa profundamente triste. Não durmo direito e tbm não sinto nada,nem um sinal de dor,somente a dor da alma. Sei que nem um bebê substui o outro,mas se tudo correr bem,ainda quero tentar outro filho pra completar a nova família que formei.

Luciana · 17 de maio de 2017 às 15:00

Olá,
Nossa tudo o q li nesse texto foi exatamente o que passei, graça a Deus tive um excelente atendimento por meu médico e sua equipe no hospital. Hoje fazem 35 dias da perda do meu Arthur de 32 semanas e realmente é muito triste, uma dor que assola alma, penso no meu anjinho todos os segundos do meus dias, era o meu primeiro filho estava muito feliz a sua espera mais infelizmente não deu certo pois tinha um nó no cordão e faleceu. Mais tenho certeza que meu anjo veio para trazer para minha família muito mais AMOR. O meu futuro a Deus pertence e se Ele quiser tudo vai ficar bem e um novo bebe vira em breve.

Murilo alves · 24 de setembro de 2017 às 14:00

Muito bom parabens pelo seu artigo a Depressão tem cura mesmo valeu

Nayara silva · 4 de outubro de 2017 às 9:20

Ola meninas .passei por essa dor tambem
Perde meu bb com 5 meses .tava feliz planejando o quartinho dele . e derrepende dorme acordei com dor . . minha bolsa estourou e ele nasceu morto
Foi um sofrimento tao grande uma dor .enome pra mim e meu esposso pois e nosso primeiro filho
. agora estou gravida novamente de 2 meses. Estou feliz
Mais muinto preocupada . to com medo de passa pelo mesmo sofrimento pela mesma dor
So pesso pra deus
Cuida da minha gravides e que ele possa mim conceder o privilegio de ser mae .

Adrielly · 15 de novembro de 2017 às 18:12

Passei por tudo isso, perdi minha bebê com 30 semanas sofro demais com tudo isso, mas creio no milagre que logo logo estarei com minha ou meu nos braços!!!! Abraço. …

Karoline · 22 de novembro de 2017 às 21:29

Oi cris…. ótimo a matéria . concordo em.mts.coisas.. mas apenas discordo q o parto normal é a melhor opcao. Eles.semprw.falam.isso. mas psicologicamente nao é.bom… eu esrou totalmente traumatizada. E me arrepwndo tbm dw não ter tirado foto da minha bb. Eu achei q seria morbido. Cm eu queria q.alguem tivesse tirado uma foto pra me mostrar depois. Pra eu me.relembrar. a gente.swmpre.se.arrepende disso depois

Roberta Varga · 12 de dezembro de 2017 às 10:08

Nossa lendo todos eses relatos não tem como não chorar.
Estou com uma amiga que está passando pela mesma situação.
Ela se internou no sábado 09/12/2017 para ganhar a bebe dela ,e quando chegou no hospital o coração da bebe já não estava batendo mais.
Ontem a tarde que a bebê foi nascer, induziram o parto . Nós todos amigos dela estamos tds tristes e meio perdidos em saber de como poder ajudar em uma hora dessa 🙁

Damaris Cabral de Oliveira · 13 de dezembro de 2017 às 15:11

Oii hoje é o quarto dia do meu luto, estava com 24 semanas e seis dias fui a consulta de rotina onde o médico não conseguiu ouvir o coraçãozinho da Mikaely e me encaminhou direto para o hospital é uma dor muito triste e ainda pra ajudar meu leite desceu hoje sinto uma dor muito grande sem poder sentir minha princesa dentro de mim, não pude pegar ela nos braços na maternidade a médica me mostrou rápido e já levou ela mas louvo a Deus que me permitiu sonhar com ela , conversar e ainda ela sorrir pra mim antes de partir agora só o senhor Jesus para confortar o nosso coração nesse momento difícil.

Luana · 5 de janeiro de 2018 às 14:27

Ola. Fomos fazer o pre natal e nossa medica nao achou os batimentos do bebe. Entao, nos encaminharam a cidade mais proxima no hospital e acabamos de receber a noticia que nosso bebe de 37 semanas nao esta mais vivo.PErdemos o chao. NA hora pedi pra ser desinternada pois esse hospital nao deixava que eu tivesse acompanhante e em termos de limpeza e alimentacao era impraticavel. Eu me sinto bem fisicamente e o medico disse que nao tenho nenhuma infeccao ou hemorragia, nao tive nenhum sinal da morte do bebe e eles desconhecem o motivo. Gostaria de saber se existe algum indicacao de hospital ou unidade em Salvador ou redondezas onde eu possa estar mais tranquila que nao vao querer fazer cesarea quando ainda nao é necessario ou que meus direitos possam ser desrespeitados. Como posso me certicar procurar isso? Preferencialmente pelo Sus, mas se nao houver opcoes, poderia ser particular. Agradeco desde ja

Débora · 13 de fevereiro de 2018 às 21:36

Hj estou com uma semana de luto no dia 06.02.2018 fui ter meu bb e ao chegar ao hospital constatamos q não havia mais batimento cardíaco meu Pedro Miguel estava morto a alguns dias…. eu estava com diabetes gestacional e corria tudo muito bem… infelizmente fui acompanhada por um profissional muito bem indicada mas q não levou a sério meu problema meu parto estava agendado para o dia 01.02 e o médico não quis fazer meu parto disse q dava para esperar pro dia 06 e meu bb morreu no dia 03 por ter passado do tempo…hj minha indignação foi a falta de respeito e humanidade do médico…minha familia esta abalada e o mesmo agil com tanta frieza como se fosse um inseto q tinha morrido…..

Jessica Xavier · 25 de março de 2018 às 0:04

Me identifiquei muito com esses relatos,eu estava grávida de 25 semanas e em uma consulta de rotina (25/01/2018 ) descobri que meu Rei Arthur não tinha mais batimentos cardíacos.
Perdemos o chão,tamanha a dor que tomou nossos corações,induziram o parto normal e ele nasceu,não me mostraram ele,é até hoje isso me dói mais ainda,amanhã faz 2 meses que isso ocorreu e por mais que tenhamos aceitado a vontade de Deus hoje bateu aquele desespero,aquela dor que parece que não tem fim.Já estou realizando exames para ver se está tudo ok para uma próxima gestação,pois não vamos desistir, na biopsia do corpinho dele não descobriram a causa da morte!

Katia Monteiro · 2 de junho de 2018 às 16:39

Realmente é um momento extremamente dificil….
Dia 28/05/18 fui fazer exame de rotina e descobri que o meu bebé tinha falecido a mais ou menos 15 dias……fiquei e continuo sem chão…parece que a dor nunca vai acabar….nunca pensei que pudesse amar tanto alguém que nem tive tempo de conhecer….nesse mesmo dia fiz a indução….parto normal….no.momento eu escolhi não olhar ele….tinha medo de ver partes feias….devido ao tempo que ele ficou morto no útero, ele ja tava se desfazendo…..mas hj…ja se passaram 4 dias….arrependo-me de ter sido covarde e n ter olhado para o meu bebé…..nem deu para saber o sexo ……eu só queria saber o que realmente aconteceu com o meu bebé……nao saber me tortura….quanto tempo vai passar sem essa angústia acabar?esta semana seriam 22….meu bb morreu cm 18 ou 19 semanas…..que dor….pensamos que a desgraça só bate na porta dos outros…mas quando bate na nossa…é ruim demais…..que Jeová fortaleça a todos que passam por isso.

Sara Cruz · 23 de junho de 2018 às 21:50

Amei o blog, parabéns! É emocionante pensar que por apenas 37 semanas a pequena Rosa foi intensamente amada. Sou mãe de três filhos, nascidos vivos, são a alegria da minha vida, mas tenho um irmãozinho, nascido morto, que me precedeu. Parabéns às mamães de coragem que seguem em frente e mesmo depois de intensa dor compreendem que a vida vale a pena. Eu poderia ter sido a “Rosa”. Minha mãe não desistiu, e eu lhe dei netos. Aquela perda não era o fim.

Daniela de Oliveira Abreu · 14 de julho de 2018 às 11:05

Não é fácil passar por isso, mas a força dos amigos e a fé em Deus ajuda muito, estou vivendo um misto de emoções me casei no sábado e na segunda-feira dia 18/06/2018 descobrimos que nosso Filhinho Pedro Paulo tinha partido, não resistiu as adversidades de uma gestação de alto risco, estava com pouco mais de 25 semanas. Senti todas as dores físicas de um parto induzido, mas a dor da perda essa é incurável, ele não foi um bebê planejado mas já era muito amado e esperado. A gente se pergunta o porque, se questiona e se isso tivesse sido feito, mas não temos respostas e só aumenta nossas perguntas. Faltava tão pouco tempo pra ele nascer e isso foi acontecer. Mas a fé em Deus acalma meu coração e eu sei que mesmo com tudo isso acontecendo a dor, a tristeza a falta dele na minha barriga eu pude ver o rostinho dele, pude tocá-lo e aconselho que todas as mães e pais façam isso, se despeçam dos seus bebês na certeza que um dia vocês irão se reencontrar.
Força à todos.

Kelly Fernanda · 24 de julho de 2018 às 1:19

Pior dia da minha vida quando perdi meu pequeno Enzo….comecei a passar mal ter contrações as 13 hr da tarde as 14:30 cheguei no hospital com MT contração de 3/3 minutos achando está tudo bem, e quando tentou auscultar o bcf dele não conseguiram até que fizeram uma ultra e detectaram ele já sem vida.
Eu estava com 39 semanas e 2 dias,estamos 1 mês e 21 dias de luto e ainda não consigo encarar um outro rn.Mas vai passar um dia vou falar dele com maior sorrisão no rosto.

Rosangela Rodrigues Marques silva · 24 de julho de 2018 às 11:31

Passei por isso também no dia 09/03/2013. Tudo pronto, pre natal no próprio hospital que fui buscar minha pequena Alícia Naielly. e vim embora no dia seguinte de mão vazias. É uma dor maior que o mundo. Fica bem maior quando me lembro que na noite do parto que foi feito as pressas as quatro horas da manhã comentei com o médico que não sentia minha nenem mexendo na mesma proporção que mexia anteriormente. E ele ironicamente disse que o médico ali era ele. A sensação hj é de nao ter saido correndo daquele hospital naquela hora, é uma dor de arrependimento. de saber que nao fiz nada. Mas acredito que Deus compreendeu as minhas limitações e o meu medo daquele dia, daquele momento. E me presenteou novamente 4 meses depois. Mas ainda não estava preparada. O meu medo era maior do que eu. E poucos dias depois tive um aborto espontaneo. A DOR SO AUMENTAVA. Mas Deus é grande nas nossas vidas 05 meses apos estava gravidinha de novo. Hoje c 03 anos e 06 meses esta comigo o meu Davi Luccas cheio de saúde. Confesso que ele é hoje meu tudo, minha vida.Sou grata a Deus por tudo porque sem um filho hj nao seria nada. A dor é dificil , mas Deus é Deus do impossível. Temos que acreditar.

Marlene · 11 de agosto de 2018 às 21:12

Quando a gente passa po essa situação parece um pesadelo mas infelizmente temos que seguir. Em 2017 dia 8 de março dia internacional da mulher fui para maternidade com contrações horríveis peguei a bolsa do bebê e a minha eu estava ansiosa com 37 semanas ainda comentei com meu esposo dessa vez vamos trazer nosso bebê prontinho pra casa porque a gente já tinha uma mas nasceu de parto prematuro com 1 kilo sofremos muito porque ela ficou internada 74 dias.então eu estava feliz sabia que já estava na data certa. Chegamos na maternidade fomos muito bem atendidos e rápido. Fui fazer exame de toque e ela disse que bom seu útero está fechado ainda fui pra outra chegando lá o coração da minha Júlia já havia parado não tinha nada e de manhã eu tinha passado com o médico estava viva quando ouvi está em óbito tudo parou. Só quem passa pra saber. Ela passou da hora de nascer tinha feito cocô. Meu anjinho. Estou grávida de novo quase 37 semanas e confiando em Deus que vai
dar tudo certo. Mas dói muito. Sei que foi a vontade de Deus! Só ele pra conforta nosso coração.

Marcelo e roberta · 15 de agosto de 2018 às 14:55

Estamos passando por isso agora é nossa Ana Luíza não virá mais depois de 30 semanas de beijos e carinho na barriga da mamãe. Minha esposa descobriu o CA de mama e a gravidez na mesma semana e pra nós foi uma mistura de sentimentos e agora estamos com esta perca irreparável…Mais acreditamos em Deus e nas sua s promessas e não aceitamos agora mais ele nos livra de algo pior lá na frente… Continuaremos o tratamento da minha esposa pois já fez a cirurgia da mama e aguardamos apenas em Deus as bênçãos que virão…Parabéns a todas mães vitoriosas que nos fortalecem com suas histórias de superação

Elisabete · 23 de agosto de 2018 às 19:04

Tenho uma filha de 10 anos e decidimos ter outro filho estávamos muito felizes com a gravidez tudo correndo bem exames tds bons… com 21 semanas descobrimos que vinha mais uma menininha Ana Elisa mas tb descobrimos uma arteria do cordão umbilical obstruida o médico ate falou que era raro mas não falou nada para ir p hospital ou que era muito grave mas eu como mãe senti muita preocupação queria procurar um outro medico ter outra opinião mas nao deu tempo infelizmente no 3° dia(30/06/18)apos a ultra nossa bebe parou de se mexer eu percebi que algo estava errado fui ao hospital e foi confirmada a morte dela…a pior dor que ja senti na minha vida!Fiquei internada para induzir o parto normal com 12hrs ela saiu …li outros relatos aqui e graças a Deus que vi Ana Elisa peguei ela mas a gente sempre acha que podia fazer mais eu tb nao sabia que poderia ter mais tempo foi td mt rápido e ja me levaram logo pq minha placenta ficou retida tb nao sei se corria risco…enfim sofri muito emocionalmente e fisicamente por conta da placenta ter ficado a médica fez de tudo p eu nao ter que ir p curetagem.mas nao teve jeito tive que fazer 2x…ainda não tive o resultado do estudo da placenta…sinto muita saudade da minha bebezinha.

Beatriz Regina Fernandes Rodrigues · 20 de setembro de 2018 às 11:05

Obrigada pelas palavras, acabam que me acalmaram e me mostraram que não estou sozinha nessa batalha. Hoje faz 1 dia que perdi meu Lucca com 31 semanas. Nada consegue explicar a dor que sinto. Mas os depoimentos de outras mães nos ajudam a encarar os fatos. A casa está Fazia, o meu corpo está vazio, não sinto vontade de nada. Me alimento por obrigação. E as horas não passam… Mas espero um dia poder superar tudo.

Jennifer souza · 2 de outubro de 2018 às 19:22

Meu amor,meu anjinho, pedacinho do meu coração o ganhei já sem vida na semana passada de 40 semanas depois de uma gravidez tranquila.Não vi ele, não conheci meu bbzinho, como me arrependo disso,mas mesmo assim como sinto saudades do meu BB da minha barriga da gravidez dos movimentos do meu Príncipe na barriga.Como doe o vazio que fica

Raquel · 15 de outubro de 2018 às 19:30

Olá.
Perdi minha Bárbara há 5 meses, estava com 36/37 semanas.
Perdi o tampão e senti as contrações, então muito feliz, fui as compras terminar de comprar o que faltava do enxoval, cheguei em casa, lavei, preparei comida para 10 dias e congelei.
Esperava que no dia seguinte pudesse partir para o hospital com tranquilidade.
As 3 da manhã, senti fortes contrações e um líquido amarronzado escorreu.
Fui para o hospital e lá chegando a médica depois de fazer as perguntas, que foram pontuais, disse: -Vamos ver se ouvimos o coração…
Eu estava feliz, muito feliz pois veria a minha filhinha e a teria nos meus braços depois de tantos meses de espera e de expectativa.
Não ouvimos nada…
A medica então deu a noticia e disse: -Você vai ter que parir!
Foi um choque. E ainda é um choque, minha bebezinha tão saudável, tão bagunceira…ha uma semana eu havia feito o última ultrasson.
O despreparo dos profissionais é Imenso. Eu pedi para ver minha bebe, enrolaram ela inteira e colocaram em meus braços. eu mal podia ve-la pois estava completamente deitada e nos meus braços ela ficou por uns 2 minutos. Mal pude vê-la. Minha princesa!
Gostaria que ninguem mais passasse por isso, os profissionais deveriam deixar os bebes mais tempo com os pais, pois será a única vez!
Obrigada pelo seu blog!

Jaqueline · 6 de novembro de 2018 às 14:53

Minha irma esta gravida d 7 meses e acabei d saber q o bb morreu ainda dentro da barriga…eles vao indizir o parto….ela eh separada o ex marido nem mora aki…será que eu vou poder cuidar de toda parte burocrática p ela? Assinar no hospital p liberar o corpinho? Realizar o enterro? Ela ta arrasada!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *