A versão externa é um manobra que serve para posicionar o bebê que está pélvico (sentado) em uma posição cefálica (de cabeça pra baixo).
Só deve ser realizada por um profissional experiente e que conheça a técnica. É recomendada na 37ª semana onde o bebê já é considerado a termo, e o ideal é que seja feita em um ambiente hospitalar, caso haja alguma intercorrência. Como todo procedimento a versão possui riscos e contra-indicações, portanto é importante discutir esses pontos com o profissional. È possível fazer a versão durante o trabalho de parto, mas para isso  é necessário que a bolsa esteja íntegra.

Contra-indicações para a realização de versão externa:

Absolutas
 Indicação para parto por cesariana
Placenta prévia total ou parcial, etc..
 Hemorragia no 3º trimestre
 Restrição de crescimento intra-uterino com fluxometria anormal
 Malformação uterina
 Feto com cabeça em hiperextensão
 Gravidez múltipla (excepto para o 2ºgemeo)

Relativas
 Presença de cicatriz uterina
 Presença de circular cervical
 Malformação fetal
 Rotura de membranas
Trabalho de parto

Riscos:
A VE é uma manobra obstétrica bastante segura mas não isenta de complicações que ocorrem em 4-6% dos casos 14,19,20. A bradicardia transitória fetal é a complicação mais frequente e, na maioria dos casos, resolve rapidamente com a interrupção da manipulação. Outras complicações descritas (hemorragia vaginal, descolamento de placenta normalmente inserida, lesões traumáticas do feto ou mesmo morte fetal) foram registadas pontualmente e muito provavelmente estiveram associadas ou a uma má seleção da gestação ou ao excesso de força empregue para conseguir a rotação fetal

 Fonte de pesquisa e mais informações: http://www.spom.pt/Versao_fetal_por_manobras_externas.pdf

 

 


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